ESTÓRIAS...

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terça-feira, 14 de abril de 2015

AMIZADE VERDADEIRA

Araci, uma senhora viúva que morava na vila das Hortênsias, tinha um gato como sua única companhia. Quem passava na rua costumava ver dona Araci cuidando do jardim e sempre com aquele gato por perto, até parecia que o danado a ajudava nas tarefas com o jardim. Às vezes dona Araci ia até o portão para conversar um pouco com algumas vizinhas, o gato ficava o tempo todo do lado dela.  Algumas pessoas costumavam dizer assim: Esse gato parece gente. Vive enrabichado com sua dona, ele só falta falar!
Quando dona Araci se ausentava por algumas horas, o pobre gato ficava miando e andava pela rua a procura de sua dona. Quando ela chegava, ele se enroscava em suas pernas e pulava em seu colo.

Certo dia, dona Araci não amanheceu bem. Uma vizinha que costumava passar em sua casa logo de manhã para saber se ela estava bem, estranhou o fato da torneira do jardim estar aberta e algumas plantas espalhadas pelo chão. Dona Araci era muito organizada, quando cuidava do jardim deixava tudo muito bem limpo e arrumado.
A vizinha foi entrando na casa e viu dona Araci caída no chão. Ela mal respirava, então a vizinha chamou outras pessoas para que a ajudassem a cuidar de dona Araci. Ela foi levada para o hospital, mas não resistiu, acabou morrendo. O médico disse que ela já estava muito velha e com problemas  sérios no coração. 

O pobre gato ficou muito mal, ele miava muito quando dona Araci foi internada, mas depois de uns dias ele sumiu. Os vizinhos tiveram que entrar na casa de dona Araci para ver seus documentos e arrumar a casa para que se aparecesse algum parente, encontrasse tudo na mais perfeita ordem. Estranharam não encontrar o gato ali.

Certo dia, uma das vizinhas de dona Araci foi ao cemitério levar umas flores para enfeitar o túmulo dela. Ela ficou surpresa ao ver quem estava lá. E quase não acreditou no que viu. Como podia ser aquilo! O gato de dona Araci estava ali.  Ele estava magro, muito magro. O coveiro falou para a mulher: Esse gato está aí desde o dia que sua dona foi enterrada. Ele deve sentir muito a falta dela. Desse jeito ele vai acabar morrendo.
E foi o que aconteceu. Depois de alguns dias, outra vizinha amiga de dona Araci foi ao cemitério levar uma flores e encontrou o gato morto e ao lado da sepultura de sua dona.

Texto baseado em fatos reais.



Lita Duarte

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O CASAL

A casa do casal de idosos era muito grande e tinha um clima muito peculiar. Também não era para menos, o casal mantinha em casa quatro cachorros e dois gatos. O senhor Hélio e sua esposa Débora, que era conhecida pelo apelido de Sinhá, viviam há muitos anos naquela casa antiga. Como não tiveram filhos, criavam gatos e cachorros. Era muito bom ir naquela casa; lá havia um aspecto agradável, tudo era muito arrumadinho e limpo. A casa possuía um enorme quintal cheio de árvores: goiabeiras, mangueiras, amoreiras e muitas outras. O cheiro daquele quintal era muito bom. Dona Sinhá costumava fazer doce de goiaba. A famosa goiabada cascão.
Dona Sinhá tinha alguns problemas de saúde, um deles era falta de memória. Ela acabava de falar com a pessoa e não lembrava o que tinha dito. Seu marido dificilmente a deixava sozinha. Quando ele precisava sair, geralmente chamava alguém da vizinhança para ficar com ela.
Quando dona Sinhá fez setenta e cinco anos, seu marido fez uma festa bem bonita pra ela.


O casal viveu unido por sessenta anos. Só se separaram quando o senhor Hélio faleceu.

lita duarte