ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

HOJE É UM BOM DIA!

- Amigo sapo, o que uma pessoa precisa fazer para ser feliz?
- Amiguinha, ela precisa viver o hoje. Porque é no hoje que se constrói a vida plena.
- É verdade meu amigo, mas os humanos são tão complicados, hehehehehe.

Lita Duarte

Ilustração de Ida O.

terça-feira, 14 de abril de 2015

AMIZADE VERDADEIRA

Araci, uma senhora viúva que morava na vila das Hortênsias, tinha um gato como sua única companhia. Quem passava na rua costumava ver dona Araci cuidando do jardim e sempre com aquele gato por perto, até parecia que o danado a ajudava nas tarefas com o jardim. Às vezes dona Araci ia até o portão para conversar um pouco com algumas vizinhas, o gato ficava o tempo todo do lado dela.  Algumas pessoas costumavam dizer assim: Esse gato parece gente. Vive enrabichado com sua dona, ele só falta falar!
Quando dona Araci se ausentava por algumas horas, o pobre gato ficava miando e andava pela rua a procura de sua dona. Quando ela chegava, ele se enroscava em suas pernas e pulava em seu colo.

Certo dia, dona Araci não amanheceu bem. Uma vizinha que costumava passar em sua casa logo de manhã para saber se ela estava bem, estranhou o fato da torneira do jardim estar aberta e algumas plantas espalhadas pelo chão. Dona Araci era muito organizada, quando cuidava do jardim deixava tudo muito bem limpo e arrumado.
A vizinha foi entrando na casa e viu dona Araci caída no chão. Ela mal respirava, então a vizinha chamou outras pessoas para que a ajudassem a cuidar de dona Araci. Ela foi levada para o hospital, mas não resistiu, acabou morrendo. O médico disse que ela já estava muito velha e com problemas  sérios no coração. 

O pobre gato ficou muito mal, ele miava muito quando dona Araci foi internada, mas depois de uns dias ele sumiu. Os vizinhos tiveram que entrar na casa de dona Araci para ver seus documentos e arrumar a casa para que se aparecesse algum parente, encontrasse tudo na mais perfeita ordem. Estranharam não encontrar o gato ali.

Certo dia, uma das vizinhas de dona Araci foi ao cemitério levar umas flores para enfeitar o túmulo dela. Ela ficou surpresa ao ver quem estava lá. E quase não acreditou no que viu. Como podia ser aquilo! O gato de dona Araci estava ali.  Ele estava magro, muito magro. O coveiro falou para a mulher: Esse gato está aí desde o dia que sua dona foi enterrada. Ele deve sentir muito a falta dela. Desse jeito ele vai acabar morrendo.
E foi o que aconteceu. Depois de alguns dias, outra vizinha amiga de dona Araci foi ao cemitério levar uma flores e encontrou o gato morto e ao lado da sepultura de sua dona.

Texto baseado em fatos reais.



Lita Duarte

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O CASAL

A casa do casal de idosos era muito grande e tinha um clima muito peculiar. Também não era para menos, o casal mantinha em casa quatro cachorros e dois gatos. O senhor Hélio e sua esposa Débora, que era conhecida pelo apelido de Sinhá, viviam há muitos anos naquela casa antiga. Como não tiveram filhos, criavam gatos e cachorros. Era muito bom ir naquela casa; lá havia um aspecto agradável, tudo era muito arrumadinho e limpo. A casa possuía um enorme quintal cheio de árvores: goiabeiras, mangueiras, amoreiras e muitas outras. O cheiro daquele quintal era muito bom. Dona Sinhá costumava fazer doce de goiaba. A famosa goiabada cascão.
Dona Sinhá tinha alguns problemas de saúde, um deles era falta de memória. Ela acabava de falar com a pessoa e não lembrava o que tinha dito. Seu marido dificilmente a deixava sozinha. Quando ele precisava sair, geralmente chamava alguém da vizinhança para ficar com ela.
Quando dona Sinhá fez setenta e cinco anos, seu marido fez uma festa bem bonita pra ela.


O casal viveu unido por sessenta anos. Só se separaram quando o senhor Hélio faleceu.

lita duarte

terça-feira, 10 de março de 2015

CARMELA

O cheiro do perfume com aroma de madeira fazia Carmela lembrar de seu passado. Ela tinha uma necessidade frenética de falar sobre Deus para outras pessoas. Na verdade, ela tinha muitas dúvidas sobre seu Deus, por isso, vivia querendo provar sua fé.  E nos dias frios a tristeza envolvia seu coração, ela lembrava do homem que partiu muito cedo e nem lhe deixou um filho como herdeiro. Carmela queria poder sair de dentro do seu corpo e voar sobre a imensidão do azul. Achava tudo muito chato e repetitivo. 

Um dia, Carmela conheceu uma pessoa que a deixou com  uma enorme vontade de se renovar. Ele era o oposto dela. Ele questionava tudo e não deixava nada sem resposta. Durante um bom tempo Carmela foi feliz e pode esquecer o seu passado. Aprendeu que a vida é curta e que é preciso estar presente em todos os momentos.

lita duarte






quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

EXPLICAÇÕES...


Tudo que é postado aqui, são ficções baseadas na grande maioria em fatos reais. Ou seja, é uma boa mistura.:)



lita duarte

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

PARTIDAS

Não posso acreditar no que aconteceu! Mas eu avisei. Eu avisei para aquela moça das pernas compridas e de temperamento forte, que o seu relacionamento com aquele cara não daria certo. Mas a moça não acreditou. São aquelas coisas de estar apaixonado... depois que a paixão acaba o mundo desaba. É sempre assim.

Há sempre algo se partindo por aí. Encontros e despedidas acontecem todos os dias. No princípio tudo é lindo e maravilhoso, mas quando as contas chegam; é um Deus nos acuda.

Quando aquela coisa começou, parecia que iria durar para sempre. - Mas que mania que a gente tem de achar que tudo precisa durar para sempre. -Ora bolas, pois tudo é relativo, não é!

A coisa toda começou num dia em que a senhorita Tê estava muito carente com a morte da sua cachorrinha Pita. - Essa coisa de carência também enche o saco! Mas que mania de carência!
Bom, a cachorrinha morreu e o mundo entristeceu. Ter um bicho de criação é muito sério! O apego é total. O bicho vira mesmo um ente querido. - Enfim, a Tê começou a fazer muitas coisas para se distrair. Num certo dia, passeando pelo mundo virtual da internet; a Tê encontrou o que não procurava e achou uma boa ocupação que lhe rendeu muita dor de cabeça. E bota dor de cabeça!
Ela encontrou um amigo e que depois virou uma paixão.

Com tanta gente para encontrar no munto; a Tê encontrou justamente um cara arrogante e prepotente. Tudo ele sabia e era bom em tudo o que fazia.- Tipinho mais chato não existia. E ainda por cima era induzido pela Tê a ficar mais chato, pois ela alimentava sua elevada autoestima.

A famigerada paixão arrastou a Tê para bem longe dos amigos. Ninguém conseguia falar com ela. E ela deixou de fazer aquelas atividades habituais junto com os amigos. Até sua amiga mais próxima foi colocada de lado.

A Tê se envolveu de tal maneira com seu "amigo", que acabou se esquecendo das amizades que a rodeavam. - Tudo bem! o tempo ou a vida acabam por mostrar a realidade. - Enfim, o tempo passou e o envolvimento da Tê ficou intenso. A ponto dela excluir seus amigos de sua rede social. Pode! Hehehehehe, que maluquice!

De uns tempos para cá, tenho recebido recados da Tê. Ela diz que precisa falar comigo e com outras pessoas da sua roda de amizade. O que será que aconteceu? Será que ela voltou para a vida real?



Imagem de Eiko Ojala






quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

ÁGUA DOCE

Tem gente que gosta de falar sobre sexo, arte, literatura etc. Eu gosto muito de falar sobre a Natureza. Água é um assunto constante para mim. Quem me conhece sabe que já faz muito tempo que falo sobre esse tema. Desde muito pequena sou fascinada por água. Sempre achei um absurdo a existência de rios poluídos.

Olha essa paisagem, que beleza! Esse rio aí, ainda é um rio limpo. Tomara que continue assim.
Para mim, é um presente extremamente bom e agradável poder contemplar essa paisagem
Infelizmente, a gente só vê degradação por todos os lugares. Parece que precisa acontecer algo bem terrível para mudar a mentalidade das pessoas.

Hoje, estamos vivendo uma crise de água no Brasil. Isso é um absurdo! Como é possível acontecer algo tão terrível assim no país abençoado com a maior reserva de água doce do mundo?
O descaso dos governantes que não tiveram o cuidado com esse tema. Não adianta ter abundância de algo que você não cuida direito. É essa maldita mentalidade de achar que em tudo pode se dar um jeito.

Infelizmente vamos pagar uma conta muito alta por sermos um povo muito desligado, um povo que não exige o seu direito, um povo que se cala quando deveria falar. E o que estamos vivendo hoje é só o começo da crise de água. Os efeitos dessa crise serão catastróficos.
Sem água haverá também falta de luz, de alimentos etc.
Não, eu não quero ser pessimista, sou apenas realista. Quem puder fazer algo; que faça!

Uma coisa é certa: os governantes estão numa arapuca que eles mesmos armaram. Jamais pensaram que o Brasil passaria por um período de seca tão grande e que esse fato traria consequências graves para todo o país.

Você pode usar e abusar dos recursos naturais. Você pode fazer grandes obras para que sejam vistas, enquanto isso, você deixa de cuidar daquilo que é essencial, mas demore o tempo que demorar: a conta vai chegar, isso é fato!

lita duarte





quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CONVERSA NO BOTECO

Estavam lá no boteco do Mário, os três amigos conversando sobre uma porção de bobagens e alguns temas sérios. Um deles disse assim:
-Eu estava outro dia lendo um artigo em que o sujeito falava que, com tanta falta d' água, talvez um dia esse líquido seja até proibido, - porque vão dizer que ele é sagrado e só algumas pessoas poderão utilizá-lo.
-Meu amigo Pedro, você fica lendo esse tipo de besteira!
-Eu não acho besteira  não, Miguel. Penso que temos que ler de tudo para podermos tirar conclusões.
-Tá bom, amigos, mas me deixem concluir o que eu estava dizendo. - Em alguns países a água é quase um líquido proibido, porque só quem tem acesso a ela são os mais ricos. E por que isso acontece?
-O que você me fala sobre isso, Luis! Qual é a sua conclusão.
-Dominação! Quem tiver esse líquido precioso nas mãos: certamente terá o poder para fazer o que bem entender. E infelizmente, isso já está acontecendo em muitos lugares.
-Vocês com esse papo de água fizeram com que eu me lembrasse de um lance que aconteceu lá na minha cidade. - Lá na minha terra tem um rio muito poluído. Lembro que eu era criança e ouvia dizer que estavam limpando o tal rio. De vez em quando aparecia um jacaré por lá. A população acreditava que era por causa da despoluição do rio. Mas o que acontecia é que para fazer propaganda de que ele estava sendo limpo, uma empresa contratada colocava o jacaré na beira do rio. Ou seja: Era tudo armação. Aquilo virava o maior frege, - minha avó usava esse termo para se referir a falação do povo em torno do assunto. - Conclusão; o tempo passou e nada do rio ficar limpo. Hoje existe falta de água por lá, aquele rio poderia ter sido limpo de verdade e suas águas poderiam ter alguma utilidade.
-Então, amigos. Logo: Água será no futuro algo muito caro e muitos vão querer ter o poder sobre ela.
Nos quatro cantos da Terra há sempre disputas pelo poder, infelizmente muitas pessoas ficam envolvidas com assuntos banais e que só servem para a distração, mas enquanto isso, os dominadores estão tramando formas para iludir o maior número de pessoas.
-Tá bom, Pedro e Luis, mas vamos pedir aquela gelada e uns bolinhos de bacalhau, porque eu já estou ficando de mal humor com esse tema da conversa. Além do mais, cada qual tem que fazer a sua parte.- Se ligar no que realmente está acontecendo, não é?
-É isso aí, amigos! Saúde! E um viva para a água.

lita duarte

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O FEIRANTE

Eu levanto todos os dias às cinco da manhã, para ir trabalhar na Feira Livre da minha cidade.
Trabalho doze horas por dia. Não é fácil! O desgaste é muito grande. Estou tentando juntar uma grana para poder comprar uma casa, esse é meu sonho.

O bom de trabalhar em um lugar movimentado é que sempre tem alguém que faz alguma graça, que deixa a gente feliz.
Muitas vezes também ocorre o contrário, aparece sempre alguém querendo fazer a gente perder a paciência.
Hoje foi muito engraçado. Uma menina  de uns quatro anos de idade, ficou encantada com o caju.
Foi interessante ver a descoberta dela, porque ela estava sendo muito espontânea. Aquela atitude me fez dar boas risadas. Ela pegou um caju e dizia assim para sua mãe: Que coisa mais linda, como pode ser tão bonito e tem um cheirinho tão bom.
Depois disso, sua mãe comprou meia duzia de caju. E a menina ficou feliz, porque estava descobrindo algo diferente e novo.

lita duarte

Imagem retirada do Google.