ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O CARACOL

Ainda bem que sou apenas um caracol. Posso viver livre e tranquilo.
Não me preocupo com os preços dos alimentos, nem com o abuso dos impostos sobre os produtos industrializados. Não perco meu tempo vendo bobagens na televisão e nem quero saber quem vai ganhar a próxima eleição. Estresse no trânsito! Nem penso nisso, porque não preciso de carro para ir aonde eu quiser. Não sou afetado pela violência e nem preciso de escola, hospital e delegacia. Só preciso me locomover em paz, ter o que comer e um lugarzinho para me ajeitar.

Aqui no meu mundo, tudo é diferente. Tão diferente que já pensei em ser gente, mas gente é coisa complicada! Então desisti dessa ideia. Sendo como sou, posso ter uma vida tranquila. Só tenho que ter cuidado para não ser pisado por alguém distraído ou maldoso. Sabe como é, tem gente que não pode ver um bicho que vai logo matando. Porque gente tem a estranha mania de se achar  especial demais! Por isso, pensa que pode acabar com os outros animais.


lita duarte

segunda-feira, 7 de julho de 2014

UM LUGAR ESPECIAL

O tempo parece que parou ali, na casa de Juliana. Um clima de antigamente, um lugar encantador, daqueles em que eu gostaria de ficar por muitos dias.
Tudo seguindo num ritmo calmo sem internet, celular e televisão, apenas um rádio antigo que é ligado na parte da manhã e no final do dia, apenas para ouvir boa música e algumas notícias sobre o clima.
Ali as pessoas valorizam tudo o que é realmente bom e cultivam bons hábitos.
Vivem de maneira simples e organizada e sem consumir coisas inúteis. Realmente vivem e valorizam tudo o que a Natureza lhes oferece.

lita duarte


sexta-feira, 30 de maio de 2014

UMA BOA OPÇÃO

Andar de bicicleta é pra lá de bom!
É verdade que andar no trânsito maluco de hoje, é coisa pra quem tem coragem de se arriscar muito.
Eu acho sensacional quem pega a bicicleta e sai com ela pedalando pelas ruas da cidade, mas eu não faria isso.
Porque não tenho tanta habilidade para andar nessa magrela e acho muita loucura andar no meio dos carros.
Eu gostaria que as bicicletas fossem mais utilizadas, que elas fossem maioria nas ruas de todas as cidades.
Mas para que isso aconteça é preciso ocorrer mudanças radicais.
Quem sabe, talvez um dia isso venha a ocorrer.

lita duarte

terça-feira, 29 de abril de 2014

FIGUEIRA

Sempre ali, firme e forte. Nada parece abalar sua estrutura. Quantos anos levou para que ela ficasse assim? Eu sei que ela já é quase centenária, mas se mantém  bela e atraente. Já tentaram derrubá-la, mas não deixaram. Acho que ela ainda vai presenciar grandes acontecimentos.

lita duarte

sábado, 19 de abril de 2014

A NATUREZA É UMA ÓTIMA OUVINTE



A MENINA E O SAPO 

Todos os dias, ele ficava sentado embaixo do pé de laranja e parecia pensar na vida. Certo dia, eu  decidi falar com ele. Cheguei bem pertinho dele e perguntei: Senhor sapo, o que acontece com o senhor? Por que fica aí parado e triste? Cadê os seus amigos? 

O sapo respondeu: Menina, eu te vejo todos os dias. Você está sempre brincando entre as árvores e cuidando dos bichos aqui do sítio. Você parece muito feliz. Eu já não posso dizer o mesmo, você adivinhou, pois estou muito triste. Sabia que meus amigos morreram!  É, e eu nem sei porque. Também desde que começaram a cortar as árvores, e a água do rio ficou com uma cor estranha, muitos bichos sumiram daqui, e alguns de meus amigos morreram. Você sabia que eu não entro mais naquele rio. É, eu fico por aqui onde tem bastante umidade. Todos os dias eu recebo água fresquinha na minha pele, quando regam as plantas. Eu aproveito e fico bem quietinho, aqui eu tenho tudo o que preciso. Só fico triste, porque não tenho mais os meus amigos.

Eu disse para o sapo: Mas que coisa terrível! Então é isso que está acontecendo. Que pena! Eu sei que o dono de uma fazenda pertinho daqui, andou derrubando muitas árvores. Ele quer fazer um pasto para bois. E o rio está contaminado por causa do veneno que jogam nas plantas para matar os insetos. O meu pai já brigou muito com essa gente, mas não tem jeito, porque continuam fazendo a mesma coisa. Se eu tivesse superpoderes, eu não deixaria ninguém poluir os rios e nem derrubar as árvores. Ah, eu sei que um dia tudo isso vai mudar. Muitas pessoas não gostam do que está acontecendo. Eu prometo que vou falar com todos meus amigos, para que eles nunca deixem ninguém destruir a natureza. Senhor sapo, nós vamos plantar muitas árvores e não vamos deixar ninguém poluir os rios. 

O sapo respondeu: Então você é minha amiga. Vamos ficar unidos. Você cuida de mim e eu cuido de você. Fala para todo mundo que derrubar árvores prejudica a vida dos sapos e de todos os outros bichos. Poluir os rios acaba com a vida que existe dentro deles. Vamos fazer muito barulho, amiguinha.

Eu respondi: Combinado, senhor sapo, nós vamos cuidar das plantas e das águas. De hoje em diante, seremos parceiros.

E daquele dia em diante o sapo e a menina se tornaram grandes amigos e defensores da natureza.

lita duarte.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

O CASARÃO

Dizem que antigamente, naquele casarão que fica ali na esquina daquela rua movimentada, existia muita vida.
Hoje, olhando daqui, vejo um belo telhado num casarão vazio e sem vida.
Pessoas viveram ali, pessoas morreram ali. Se elas foram boas ou ruins - agora tanto faz, o tempo delas já passou.

Mas o casarão continua firme e forte.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

LECA E LINO - O RIO

-Oi, Lino.
-Como você está, amiguinho?
-Andei sumida. Estive voando por aí.

-Oi, Leca.
-Eu senti sua falta. Que bom que você voltou.
-Conta as novidades.

-Meu amigo, estive em tantos lugares... Sabe Lino, você é um peixinho muito feliz.
-Você sabia que nem todos os rios são limpinhos! Você é um sortudo, pois mora num rio limpo.

-Leca, o que você está me dizendo! Não acredito, amiga... eu pensava que todos os rios fossem limpos.
- Conta mais, Leca, quero saber como são os rios por aí. Eu nem posso imaginar que existam rios sujos.
-Como vivem os peixes nesses rios?

-Calma Lino! Vou contar tudo o que vi.
-Eu e uma amiguinha, saímos voando por aí. Nós queríamos conhecer outros lugares. Vimos muitas coisas bonitas, mas também vimos muitas coisas feias.
-Um dia, passamos por um lugar muito agitado, lá vimos um rio enorme, mas completamente poluído. Eu até fiquei pensando assim: Como pode ser isso! Um rio é cheio de água! Mas água podre ninguém pode beber e nem tomar banho. Quem estragou esse rio? E se meu amigo Lino morasse aqui nessa cidade!  Como ele estaria?
-Falei para minha amiga: Por que será que esse rio ficou assim: tão sujo, tão fedido e tão feio? Ela respondeu: Amiga, você nunca tinha visto um rio assim? Ah! é porque você sempre viveu naquela cidadezinha, lá o povo preserva o que eles têm de bom, pelo menos por enquanto. Mas infelizmente por todos os lugares por onde já voei, vejo muitos rios poluídos. Eu fico triste, porque, quem estraga os rios são as pessoas. E só as pessoas podem fazer o rio ficar limpo de novo.

-Leca, deixa eu dizer uma coisa: Água é importante para todo ser vivo. Sem água é impossível viver. Onde estão com a cabeça! Eu nunca vou sair daqui do meu rio. Se eu puder fazer alguma coisa para impedir que ele seja poluído; pode ter certeza que eu farei. Estou indignado com essa história de rio poluído!

-Amiguinho, deixa eu acabar de contar, mas se você ficar nervoso eu paro.
-Eu ouvi dizer que tem jeito de deixar os rios limpos de novo, mas é preciso gastar muito dinheiro. Ouvi dizer que existem projetos de limpeza dos rios em andamento, mas são as pessoas que precisam cobrar isso dos que cuidam das cidades. Entendeu?

-Entendi, mas fiquei chateado. Acho que eu preferiria nem saber dessa história de rio poluído. Ora bolas, eu estava aqui nadando muito feliz e pensava que todos os peixes também fossem felizes. Que todos vivessem em um rio limpo e cheio de alimentos... que nada, agora estou aqui pensando em como vivem os que moram em rios poluídos.

-Amigo, mas a vida é assim mesmo! É preciso abrir os olhos e ver o que acontece por aí.
-Curta o que você tem de melhor. Só de viver em um rio limpo, é mais do que motivo para ser feliz, não é?

-Leca, você disse tudo!
-Agora eu vou embora e vou contar para os meus amigos tudo o que você me contou. Acho que vai ser um choque para eles, mas depois vão pensar em como é bom viver aqui  nesse belo rio.

-É isso aí, amiguinho.
-Até a próxima.

lita duarte