ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ESTORINHA BREVE DE UM CACHORRO

Eu havia ido ali naquele local para tirar umas fotos. De repente, quando olhei para trás, vi um cachorro. Parecia um cachorro sem dono. Como sempre faço, dou uma olhadinha para o bichinho e estalo os meus dedos, geralmente o bichinho sacode a cauda e vai embora. Dessa vez foi diferente, o cachorro olhou pra mim e veio em minha direção como se quisesse dizer: Você precisa de um cachorro. Eu estou disponível, me leva com você.

Eu olhei pra ele e disse: Bichinho bonito e carente, nem me venha com esse olhar! Já conheço essa carinha, não preciso de um cachorro, apesar de você ser muito bonitinho, mas não dá, e além do mais eu estou há muitos quilômetros de distância de minha casa. Melhor você procurar outra pessoa para te adotar.

Passados alguns instantes, outra pessoa passou por ali e assobiou para o cachorro, então ele me deu uma olhada como se quisesse dizer: Está bem, estou saindo fora. Sabe como é, preciso me garantir, vai que alguém se interessa por mim.

lita duarte

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

VALEU A PENA

Gente! Pelo amor de Deus, por que é que as pessoas bebem tanto, se drogam tanto, fazem tantas coisas estranhas? Será que estão fugindo de si mesmas? - E na hora que alguma coisa dá errado, sim, porque no meio de tanta confusão sempre pode ocorrer algo ruim, tipo beber tanto e entrar em coma alcoólico. E aí? - Aí eu vou contar.

O Dino era um cara maneiro, boa gente na dele, mas foi só começar a conviver com uns caras que tinham hábitos diferentes do dele, que o Dino se transformou. Tem gente que diz que não se influencia com amizades, mas na maioria das vezes é exatamente o que acontece, a pessoa muda. O Dino mudou. Ele não bebia, começou a beber, e o seu comportamento ficou péssimo.

O Dino era filho de Joana, uma senhora viúva que morava com seus pais. Ela teve uma vida muito boa ao lado de seu marido Anselmo, mas quando ele adoeceu, o casal precisou desfazer de alguns bens para ele poder fazer o tratamento médico. Infelizmente ele faleceu quando Dino tinha doze anos de idade. Foi uma época difícil para Dino e sua mãe que tiveram que ir morar com os pais dela.

O tempo passou e Dino cresceu, apesar das dificuldades ele se tornou um bom rapaz, ia bem nos estudos, tinha planos de fazer uma boa faculdade e tocar sua vida numa boa. O único problema de Dino é que ele era muito calado, sua mãe achava que estava tudo bem, mas Dino sentia falta de se enturmar com outras pessoas. Certa vez, ele conheceu o Hélio. A partir desse dia a vida de Dino começou a mudar. O Hélio apresentou Dino para uns amigos. Nos finais de semana, Dino já não parava mais em casa, saia na sexta-feira ao anoitecer e só voltava no domingo de tarde. No princípio sua mãe gostou do envolvimento de Dino com aquelas pessoas, mas depois de um tempo ela passou a ter muitas preocupações, principalmente quando o Dino chegava bêbado e agressivo. Por duas vezes seguidas ela teve que ser muito enérgica com o Dino, chegando mesmo a deixá-lo do lado de fora da casa, porque o mesmo não se encontrava em condições de ficar no mesmo ambiente com ela.

Joana na condição de mãe tentou buscar ajuda para seu filho, mas esse era resistente, nessa altura ele já estava fazendo uso de drogas, já não queria estudar e dava muito trabalho para sua mãe. Nessa época surgiu uma mulher na vida de Dino, mas não aguentou ficar com ele, embora gostasse demais dele achou melhor não se envolver.

Depois de alguns meses de tratamento para tentar não usar mais drogas, Dino recebeu um convite para ir a uma festa, naquele dia sua mãe fez de tudo para ele não sair, mas não adiantou, alguma coisa falava mais alto dentro da cabeça de Dino, ele disse para sua mãe que iria só dar uma passada lá na festa e voltaria logo, mas não foi isso o que aconteceu. Lá na festa, Dino participou de uma brincadeira na qual o cara que bebesse mais ficaria com uma garota. Dino bebeu, bebeu e bebeu. Seu organismo não aguentou e ele teve um coma alcoólico, foi parar no hospital e quase morreu. Sua mãe quando chegou ao hospital para visitá-lo, chorou muito, mas jurou que logo que seu filho ficasse bom, ela o mandaria para uma clinica e ele só sairia de lá se estivesse livre dos vícios das drogas e do álcool. Foi uma época difícil, mas valeu a pena. Hoje o Dino está curado e se formou em psicologia, casou e cuida de sua mãe.

lita duarte

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SAMUEL

Em 1970, nascia o menino Samuel, ele era filho de uma família de quatro irmãos, ele era o caçula.
O seu nascimento encheu a casa de alegria. Nos primeiros anos de vida o pequeno Samuel já mostrava que não seria fácil de ser compreendido. Ele era muito esperto, ativo e inteligente, mas muito nervoso. Na adolescência deu muito trabalho para os pais, embora fosse um garoto amoroso e muito comunicativo, vivia se metendo em confusões. Usou drogas, bebia demais, tinha várias namoradas ao mesmo tempo, e criava a maior confusão por causa de qualquer bobagem. Mas era muito bem humorado e disposto para ajudar os outros. Adorava festas. Estudava pouco, o suficiente para uma formação média.


Na idade adulta, Samuel continuava no mesmo ritmo, muita mulher, muita bebida e muita festa, drogas ele não usava mais. Nos finais de semana ele gostava de encher seu carro de garotas e amigos para sair nas baladas. Samuel sofreu vários acidentes de carro, mas sobreviveu a todos. O santo dele era forte, várias vezes disseram isso pra ele.


É, chega certa hora em que todo mundo quer dar uma acalmada na vida, então Samuel arrumou uma namorada que gostava muito dele e o tratava com o maior carinho, engraçado que ela não era nenhuma "deusa" como aquelas que o Samuel vivia pegando. Ele encontrou em sua namorada uma mulher ideal, ela o compreendia como ninguém. Certo dia, Samuel disse para moça da sua vida que queria casar com ela. E casaram. Tiveram um filho e a vida ia muito bem.


Em uma noite após voltar do trabalho, Samuel que estava com trinta e quatro anos de idade, sentiu uma tremenda dor no peito, correram com ele para o hospital, mas infelizmente não houve tempo para nada. Samuel morreu, partiu muito cedo desse planeta e nem pode ver seu filho crescer. A vida de Samuel como homem casado durou apenas dois anos, quando ele morreu seu filho estava com cinco meses de idade.
Todos diziam assim: Agora que ele estava com a vida calma acontece isso!
Não é justo!
Justo ou não; eu não sei, mas sei que a vida é para ser vivida da melhor maneira possível.
Talvez ele tenha vivido intensamente e tenha sido feliz, talvez se ele tivesse se poupado mais, quem sabe ainda estaria por aqui. Eu não sei...

Esta é uma história real, apenas foi mudado o nome da personagem central

lita duarte

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ORA BOLAS!


É engraçado como muita gente tem medo de falar em doença e morte. Acho muito normal, afinal, doença e morte fazem parte da vida, e ninguém morre de saúde ou sai vivo dessa passagem aqui na Terra.
Outro dia, repassei um email bem humorado que falava em doença, algumas pessoas não entenderam e me perguntaram se eu estava doente. Achei engraçado e respondi que não, não estou doente. Aquilo era uma brincadeira.:)
lita duarte