ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SAMIRA E EU



-Samira, o tempo passou e você se transformou. -Dizem que ficamos melhor com o passar do tempo, acho que algumas pessoas só pioram. Lembrei do Zuza, -nossa como ele era crédulo, pena que morreu cedo, ou terá sido sorte para não ver o que aconteceu com suas expectativas quanto ao partido político do qual ele era filiado e grande admirador.

Na década de 1970, o Zuza fazia discursos entre os amigos dizendo que todos tinham que se filiar ao partido político que prometia esperança para um Brasil melhor.- É, aquele partido que surgiu cheio novas falas e promessas. Artistas de todas as áreas se filiaram a esse partido, alguns artistas assim como o Zuza não chegaram a ver o resultado do grande partido que salvaria nossa pátria. Enfim, Samira minha companheira e velha de guerra, o que tivemos foi sim uma grande desilusão, visto que muitos dos componentes do partido tal; se transformaram em roubadores da esperança, ao assumirem cargos políticos, -porque esse partido vingou e com ele também surgiram os interesses em botar a mão no dinheiro que não lhes pertence. Dizem que os que estão aí pertencem ao lado podre do partido, mas que o lado bom nunca assumiu nada.

-Samira, eu é que não boto minha mão no fogo por ninguém. Basta alguém ter o poder nas mãos que vai fazer pior; é sempre assim, não é minha velha.

-Samira, hoje é seu aniversário, eu plantei você em 1969. Cê tá ficando velha, hein!

lita duarte

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

FLORA

Não tenho medo de pulgas, rugas e nem verrugas! Sou um ser em completa harmonia com o universo! - Assim dizia dona Flora.

Dona Flora era uma idosa que fugiu da casa de repouso, isso aos oitenta e cinco anos de idade, e com o auxílio de um enfermeiro para quem ela prometeu uma ajuda considerável em dinheiro.

Em 1998, dona Flora foi colocada em uma casa de repouso contra sua vontade, mas pelo abuso de autoridade de seus três filhos que queriam botar a mão no dinheiro dela. O que eles não sabiam é que ela era uma pessoa muito esperta, pois, quando percebeu que seu filhos queriam dar um fim nela; ela pegou boa parte de seu dinheiro e transferiu de uma conta para outra. Também comprou um imóvel em um lugar distante e, guardou debaixo do assoalho de um dos quartos uma boa quantia em jóias.

Dona Flora ficou internada na casa de repouso por oito meses, certo dia ela começou uma amizade com um dos enfermeiros que cuidava dela, então começou a armar um plano para fugir daquele local que a deixava muito triste. Seus filhos nunca foram visitá-la, ela costumava conversar com o enfermeiro e dizia: O ser humano é uma caixinha de surpresas. Eu tive três filhos, cuidei bem de todos eles, trabalhei muito com meu marido para conquistarmos o que conseguimos obter através de trabalho honesto, mas infelizmente meus filhos viraram uns monstros! Na verdade o meu filho do meio influenciou os outros dois, acho que ele tem um desvio de caráter e por isso conseguiu manipular os dois que eram mais fracos. Enfim, me colocaram aqui nesse lugar, mas aqui é que eu não fico.

Certo dia, o enfermeiro conseguiu tirar dona Flora de dentro da casa de repouso, ele alugou um carro e dona Flora partiu enrolada em meio aos lençóis velhos que seriam levados para um local onde seriam descartados. Quando estavam em um lugar seguro, o enfermeiro tirou os lençóis que envolviam dona flora, ela pediu que ele a levasse para um endereço escrito em um pedaço de papelão. Chegando no local dona Flora desceu e pediu para que ele ficasse esperando, ela entrou em um prédio, passado alguns minutos ela retornou com um envelope e entregou para o enfermeiro. Dentro do envelope havia uma boa soma em dinheiro. Eles se despediram ali, cada um foi para o seu destino. O enfermeiro voltou para a casa de repouso e dona Flora sumiu no mundo! Ninguém nunca mais ouviu falar sobre o seu paradeiro.

lita duarte



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O GUARDA-CHUVA

Não sei porque certos objetos me dão um certo apego. Normalmente não me apego muito em coisas e pessoas, mas às vezes acontece de algum objeto me fazer ficar apegada nele. Com pessoas isso acontece também, mas é muito raro.
Bem, vou falar do meu apego pelo guarda-chuva. Ele já está velhinho, já foi muito usado e não tem nada de especial na sua forma; é um simples guarda-chuva. Dizem para eu jogá-lo fora, pois já não serve para aquilo que foi feito: já não guarda da chuva...

Eu gosto muito de chuva, mas tudo tem limites. - O meu guarda-chuva já me deu várias alegrias. É, várias vezes sai com ele e ele me protegeu... mentira, na maioria das vezes em que sai com ele acabei tomando chuva, pois chovia muito e o pequeno guarda-chuva não tinha capacidade para proteger de tanta água, na verdade ele só tinha capacidade de proteger de chuvinhas leves. Então porque esse apego com o tal objeto! - Não sei, gosto dele, acho que ele é bonitinho. Um dia me desfaço dele, chegará esse dia.:)

lita duarte

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

REAÇÕES

O desejo é solitário e tenta encontrar um caminho, um escape. Mas nem sempre esse caminho encontra satisfação.
O imaginário quando encontra uma saída, leva o ser por inteiro para uma outra dimensão.
Somos seres limitados em nossas “limitações”.
Criamos barreiras e dizemos que algumas manifestações mentais são coisas sobrenaturais.
Não existe nada de místico ou mágico em viajar através da imaginação. É perfeitamente natural.
Somos espírito, corpo e mente, portanto uma coisa só.
A mente é o grande “comandante”.O corpo sente e reage aos impulsos e estímulos da mente.

lita duarte

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

TRANSFORMAÇÃO

"ANO NOVO... VIDA VELHA." ONDE ESTA A MÁGICA DA TRANSFORMAÇÃO? NAS PALAVRAS? DE JEITO NENHUM! SÓ AS AÇÕES TRANSFORMAM DE FATO NOSSA REALIDADE. FALAREI MENOS E AGIREI MAIS.:) HASTA LA VISTA!

lita duarte