ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DE MAR


Aquela cidade é fora do comum. Ouvi tantas histórias sobre aquele local, que minha imaginação voava extremamente querendo alcançar pontos de ligação com tudo o que eu já conhecia.

Atafona é uma cidade que têm muitas histórias. O mar que invadiu ruas e carregou muitas casas, faz a gente pensar, refletir sobre a força da Natureza que além da beleza carrega em si uma força imprevisível.

Chegar em Atafona foi para mim, um momento de tranquilidade e fascínio. Tanta beleza rústica, um mar repleto de encantos fora do comum. Ali, diante do mar eu pude sentir uma paz inigualável.

lita duarte

Atafona - Brasil - Confira o Link.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A HUMANIDADE DE JESUS CRISTO

Quando eu era criança aprendi que a figura do presépio representava a humanidade de Jesus Cristo.
Hoje mais que nunca, isso fica evidente. Jesus está acima das ideologias religiosas. Ele representa esperança e paz.

Representação do Presépio

Foi na cidade italiana de Gréccio, na noite de Natal de Jesus no ano 1223 que São Francisco criou o primeiro presépio, com uma representação cênica do nascimento de Jesus numa manjedoura de palhas, acompanhado pelos animais. Era um lugar simples mais enriquecido com muita ternura e amor. Depois São Francisco chamou os moradores próximos para que estivessem no local, para que assim relembrassem a noite do nascimento em Belém do Menino-Deus.

Uma boa história

O nascimento de Jesus Cristo está bem demonstrado no livro de Lucas (Bíblia) capítulo 2 e versículos de 1 a 20. É uma boa leitura, principalmente para as crianças que muitas vezes desconhecem a real história do Natal. Eu recomendo.

Foto retirada da internet.

lita duarte

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

AS MENINAS E O MAR

As meninas se encantavam com o mar. A alegria reinava naquele tempo em que tudo parecia feliz.
Toda descoberta era importante. Naquele tempo o mundo estava sendo descoberto. A vida era simples e completa... nada faltava. Tudo era descomplicado.

lita duarte

terça-feira, 13 de novembro de 2012

"MÚSICA PARA OS MEUS OUVIDOS"

Há muito tempo que eu não via aquele amigo de quem eu tinha boas lembranças. Por um acaso nos encontramos um dia desses, então eu pude lhe contar do medo que perdi de viajar de avião. Também pude lhe dizer de como fiquei feliz em ver que ele amadureceu com o passar do tempo.- E eu também fiquei menos complicada com os tombos que levei. -  Enfim, a vida ensina um bocado de coisas - e ele me falou através de uma mensagem de um livro. Afinal de contas somos palavra e som... sempre foi assim. Ele sempre preferiu o silêncio. Eu sempre preferi as palavras.

lita duarte.

sábado, 3 de novembro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PERDAS

Sempre que vejo pessoas idosas morando na rua e pedindo esmolas, fico pensando: Como será que foi a juventude dessa pessoa, quais foram suas escolhas? O que será que aconteceu para essa pessoa chegar nesse estado? Será que ela buscou o equilíbrio em sua vida? Ou será que viveu como a maioria das pessoas vivem... empurram tudo para mais tarde, achando que a vida vai dar conta de si mesma.

Um dia desses, conheci uma pessoa que me contou sua história. Seu nome é Lisa. Ela é uma moradora de rua há mais de vinte anos. Ela está com sessenta e cinco anos de idade, mas parece que tem muito mais. Sua história é muito rica e cheia de detalhes. Ela começou me contando que foi morar na rua por causa das drogas. Disse que resolveu abandonar sua família e sua boa condição de vida porque precisava de liberdade.

Hoje em dia, ela se sente só e aflita com o passar dos anos. Seu pior medo é ser atacada por pessoas que maltratam moradores de rua. O que ela mais gostaria de receber como presente era poder ver seus três filhos, mas ela nem sabe onde eles moram, ela os abandonou quando eles eram muito pequenos e nunca mais quis saber deles. Ela disse uma frase muito marcante assim que me despedi dela para ir embora.
"Na vida da gente, só o que não tem jeito é o arrependimento. Eu me arrependi de tudo o que fiz, mas o meu arrependimento não trouxe de volta tudo aquilo que perdi."

lita duarte

LÁ EM PARATY

lita duarte

quarta-feira, 25 de julho de 2012

"O PRESENTE"


A MÁSCARA AFRICANA

Fazia tempo que eu esperava por ela. Já tive muitas oportunidades de comprar uma, mas eu queria ganhar de presente. Várias vezes me disseram que trariam uma pra mim, mas acabavam esquecendo ou sei lá qual era o real motivo, mas penso que muitas pessoas têm receio de certos objetos, talvez porque faltam esclarecimentos sobre a origem e a função dos mesmos. Mas agora finalmente eu vou receber a minha. Tenho certeza que vou gostar.

lita duarte

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A BIKE NOVA


Pegamos nossas bicicletas e saímos numa disparada só. Queríamos voar pedalando naquelas magrelas velhas e destruídas por tantos abalos. Descemos a rua e saltamos sobre os obstáculos que impediam a passagem dos pedestres, ouvimos alguém gritar: Seus malucos! Vocês querem se arrebentar no chão!

Todos os dias era assim, eu e Marcão íamos cedo para o colégio, ele estava no primeiro colegial e eu no segundo, a gente se dava muito bem, tínhamos os mesmos gostos. Ele morava no mesmo bairro que eu. Assim que chegávamos do colégio, cada qual na sua casa fazia o que tinha que fazer para ficar livre e poder sair. E assim que dava para sair eu dizia pra minha mãe: Mãe, já acabei o meu serviço e minhas lições, vou sair pra dar uns roles de bike. Minha mãe ficava muito brava e dizia: Todo dia é isso! Menina, você precisa fazer outras coisas, desse jeito não dá! Olha para seus braços e pernas, você acha bonito uma moça cheia de marcas no corpo! Fica fazendo loucuras com essa bicicleta! Tomara que aquela vaga de estagiária saia logo, assim você vai trabalhar no escritório da tecelagem, e aí sim eu vou gostar.

Eu e Marcão tínhamos dezesseis anos, a gente estava descobrindo o mundo, a gente queria trabalhar e vivíamos preenchendo fichas em todas as empresas que nos indicavam. Enquanto esse dia não chegava, a gente se divertia muito fazendo muitas estrepolias com nossas magrelas.

A gente costumava se encontrar na rua em frente uma praça, de lá seguíamos por muitas ruas e avenidas até chegarmos em um terreno cheio de obstáculos, lá ficávamos horas “pulando com nossas bikes”, era prazeroso fazer aquilo, a gente não pensava em nada, nem mesmo na hora que a gente se machucava, nem sentia, só depois quando a coisa esfriava, então alguns machucados doíam demais, eu nem reclamava quando chegava em casa, senão minha mãe começava a pegar no meu pé e repetir a mesma coisa de sempre.

O Marcão era muito louco, fazia umas coisas que eu não topava, algumas vezes ele quase foi atropelado por ser tão destemido. Seus pais também viviam pegando no pé dele, diziam que ele precisava tomar juízo e parar de fazer loucuras.

Um dia, eu estava em casa me preparando para sair, nesse momento o carteiro chegou, ele trazia algumas contas e uma carta especialmente pra mim. Quando abri, li com muita atenção. Corri e mostrei pra minha mãe. Ela deu um sorriso enorme e falou: Que coisa boa, agora você vai trabalhar e vai aposentar a bicicleta. Olhei pra minha mãe e disse: Que nada! Com o dinheiro que vou receber vou comprar uma bike nova.

lita duarte

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O GUERREIRO


Há muito tempo havia numa terra muito distante, um homem que amava muito o seu povo, amava muito a natureza e respeitava toda forma de vida.
Esse homem não se dobrava para as imposições exteriores. Ele era muito firme em seus preceitos.
Não era dono da verdade, mas era fiel na busca e manutenção do bem.
Amava a cultura de seu povo e lutava para preservá-la.
Ele era firme com as palavras, gestos e atitudes. Porém, quem o conhecia profundamente sabia que ele era dócil e amável. Mas para não se deixar corromper, precisava manter firmeza. Pois ele sabia que as riquezas materiais derrubavam as pessoas de sua dignidade.
Ele sabia que as pessoas costumavam vender-se por trocados.
Ele era realmente um guerreiro, um lutador.
Ele não tinha dificuldade para entender que para aqueles que optam em ser diferente, existem muitas barreiras. Mas ele não se importava. Ele falava! E quando falava, realmente dizia e abalava as estruturas.
Era muito amado, mas também odiado.
Viveu assim, sempre firme em suas convicções, deixou lições preciosas de amor, respeito e de verdadeiros valores humanos.
Ele sempre dizia que: Um homem não pode se conformar com as coisas erradas deste mundo, um homem tem que lutar para transformar a realidade.

Esse Guerreiro pode ser apenas uma ficção ou pode ter existido de verdade.
Mas penso que todos aqueles que não tomam a forma deste mundo, que não se corrompem com os sistemas opressores que estão aí, no fundo são um pouco desse Guerreiro.

Eu mesma vejo esse Guerreiro em algumas pessoas, tanto que uma delas me inspirou a escrever esta estória.

lita duarte

quarta-feira, 20 de junho de 2012

VIDAS

O DIA DA DECISÃO


Quando entrei naquele ônibus, tive uma sensação estranha.  Sem querer ganhei a liberdade.
Estava muito quente naquela manhã de sexta-feira e o ano era 1979, mas dentro de mim havia um frio tenebroso. Eu estava indo embora de minha cidade e pensava em nunca mais retornar ali. Eu estava num misto de sentimentos, ora sentia tristeza e ora sentia alegria. Tudo era tão confuso em minha mente e meu peito doía, parecia que eu havia levado um soco no peito. Porque eu fui me meter em tanta confusão, agora estava sozinha, teria que aprender a sobreviver fora de casa.

Entrei no ônibus que partiria para São Paulo. Eu, uma menina de dezessete anos, embarcando sozinha para uma cidade grande. Eu, que nunca saía de casa sozinha, eu que era bem cuidada por mamãe. Agora, estava ali. Uns trocados na bolsa e um endereço de uma velha tia.

Uma semana antes meu padrasto havia brigado comigo. Se eu falasse o que sabia ele me daria uma surra. Então fugi de casa para não conviver com mentiras. Minha mãe sempre me protegeu. Ela se submeteu a um casamento de conveniências, mas eu sabia que aquele seu maldito marido era uma criatura falsa. Um dia, não suportei e disse para minha mãe coisas que estavam me sufocando. Eu sabia que aquele seu marido mantinha uma vida dupla. Ele era um homem muito estranho.


A DESCOBERTA

Oito meses antes de minha partida aconteceu algo assim.

Eu estudava em um bom colégio, tinha uma vida muito boa. Certo dia, meu padrasto foi me buscar no colégio. Ele me apanhou na porta, e fomos em seu carro para um bairro distante. Ele parou o carro e disse para eu esperar um pouco, ele entrou em uma casa bonita, eu comecei a ouvir uns gritos que vinha de lá de um dos quartos da casa. Eu ouvia a voz de uma mulher que dizia palavrões e fazia ameaças dizendo assim: Eu vou contar tudo para sua esposa. Uma voz de homem respondeu: Faça isso, e eu te arrebento!
Eu fiquei com muito medo e comecei a tremer. Nesse momento o meu padrasto apareceu, entrou no carro e fomos embora.

Antes de entrarmos em casa, meu padrasto me disse assim: Não fale nada para sua mãe. Aquela casa é de uma prima distante que eu não quero que tenha contato com vocês.
Eu respondi que não falaria nada pra ninguém.

No entanto, aquilo mexeu comigo. Aquela casa era muito estranha. Desconfiei de uma coisa que se confirmou depois.

Eu tinha um amigo que me ajudava nas lições de casa e era um cara muito especial, a gente conversava sobre tudo. Falei com ele do episódio. Ele disse que iria verificar que lugar era aquele.
E foi o que ele fez. Foi até o local e conferiu que ali morava um casal - um homem de trinta anos, mais ou menos e uma mulher de uns trinta e cinco ou quarenta anos. Durante vários dias o meu amigo ficou rondando o local, descobriu que meu padrasto frequentava aquela casa. Ele costumava ir lá durante alguns dias da semana. O pior ainda estava por vir...

Comecei a lembrar da vida que tínhamos. Meu padrasto era muito metódico e minha mãe era muito obediente, ela nunca o desagradava. Ele tinha o hábito de sair três vezes na semana durante à noite, dizia que ia jogar cartas com os amigos.
Eu nunca o vi beijar minha mãe. Ele era ríspido, nunca manifestava carinho por ela e nem por mim. E como ficava em silêncio! Ele quase não falava conosco, era tudo muito estranho.

O CASAMENTO DE MINHA MÃE

Quando eu nasci, fazia três meses que meu pai havia falecido. Até os meus seis anos de idade, eu e minha mãe vivemos na casa de meus avós maternos. Minha mãe conheceu meu padrasto em uma festa de casamento de uma prima dela. Ela me contou que ele se aproximou dela na festa, e perguntou se ela queria dançar, ela disse que sim, então dançaram duas músicas, depois mamãe se despediu dele e foi pra casa com uma amiga. No caminho essa amiga perguntava se mamãe não tinha vontade de se casar novamente, ela respondeu que sim, e que gostou de ter dançado com aquele homem na festa.
Passado uns dias, mamãe encontrou novamente aquele homem, conversaram e a partir daí começaram a se ver com frequência, até que um dia após oito meses de convívio ele a pede em casamento, então, ela aceita. Ele dizia que não havia problema nenhum o fato de minha mãe ter uma filha.
Eles se casaram em um sábado, em uma capela com poucos convidados. Minha mãe com trinta e dois anos e meu padrasto com quarenta e um. Depois de seis meses de casamento nós nos mudamos para outra cidade. Eu senti muito, durante meses fiquei triste, porque tinha saudades de meus avós. Cheguei a ficar doente, então pude ver o lado sombrio de meu padrasto.
Certo dia, amanheci com febre alta, mamãe ficou apavorada e quis me levar ao médico com rapidez, lembro que meu padrasto falou bravo com ela. Ele disse: Essa menina é muito enjoada, está sempre reclamando. De hoje em diante eu quero que você pare de mimar sua filha.  Minha mãe ficou parada olhando e com medo. Então ela foi à cozinha e preparou um chá de erva doce, depois ela levou para que eu tomasse, tomei. Comecei a me sentir bem, mas mesmo assim minha mãe me levou ao médico. O médico disse que eu estava com faringite.
A partir daquele dia eu comecei a ver meu padrasto com outros olhos.

A ROTINA

Eu e minha mãe vivíamos uma rotina de trabalho e estudos. Minha mãe preparava as refeições que sempre deveriam estar prontas assim que meu padrasto botasse os pés dentro de casa, se algum dia minha mãe atrasasse, era motivo de brigas e agressões verbais por parte dele.
Minha mãe, coitada, ficava de cabeça baixa sem responder nada, às vezes eu tinha vontade de gritar com ele, mas ficava com muito medo. E se ele fizesse mal para a minha mãe. Eu tinha muito medo dele bater nela. Eu ajudava minha mãe em tudo, e estudava muito. Ela dizia que eu precisava ficar boa em matemática e português, além de saber cozinhar, minha mãe era uma artista, ela fazia belos vasos de cerâmica e me ensinou.
Nós só saíamos para ir à igreja aos domingos, nunca íamos em festas e nunca recebíamos visitas, meu padrasto dizia que não gostava de contato com outras pessoas, então minha mãe obedecia.
Às vezes dávamos uma fugida para irmos ao cinema, geralmente quando ele viajava a negócios. Também íamos à casa de dona Alice, uma amiga de minha mãe.
Era tudo muito rígido e cada dia ficava pior.
Minha mãe vivia triste e eu não podia fazer nada. A vida corria assim, sem grandes mudanças.

A VIDA DUPLA DE MEU PADRASTO

Antes de decidir ir embora para São Paulo, constatei que meu padrasto mantinha um romance com um homem. Não sabia o que fazer, fiquei tão mal que adoeci, mas tinha que fazer algo e fiz. Eu sabia que meu padrasto ficaria furioso, foi aí que tive a idéia de escrever uma carta anônima para várias pessoas dizendo sobre a vida dupla de meu padrasto. A repercussão não foi nada boa, e por isso mesmo eu tive que partir para longe. Minha mãe depois de um tempo também resolveu criar coragem e abandonar meu padrasto, afinal de contas, ele mentia e oprimia uma pessoa que só tinha por ele muito medo e aflição. Quanto ao meu padrasto, bem, ele tentou se safar dizendo que eu e minha mãe estávamos loucas e por isso inventamos uma estória maluca. Soube que ele arranjou uma viagem de negócios para um país distante. Eu e minha mãe nunca mais o vimos.

EM SÃO PAULO

Quando cheguei em São Paulo, foi muito difícil de me sentir ali naquela cidade, era tudo tão diferente. Passei alguns perrengues, não foi nada fácil viver com a tia de minha mãe. Tive que arrumar um emprego, o que me salvou é que eu sabia escrever muito bem, isso me ajudou a arrumar um emprego razoável, mas o local era no centro da cidade, eu tinha muito medo das pessoas que andavam por lá. Quando minha mãe veio morar conosco, foi um alívio, por uns meses ainda moramos com a tia de minha mãe, mas assim que deu, eu e minha mãe alugamos um pequeno apartamento. Minha mãe arrumou um bom emprego em um atelier de artes, com o tempo ela conseguiu montar seu próprio negócio. Eu me formei em arquitetura. Mas o bom mesmo é poder lembrar que tivemos coragem para mudar o rumo de nossas vidas.


Essa estória é baseada em fatos reais que me contaram.

lita duarte


terça-feira, 5 de junho de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

PREVISÕES DE DANNY DOO


Chá de feitiços imaginários...

Essa é uma estória para homenagear uma pessoa que muito estimo: minha mãe!


Ela é a da ponta direita, cabelo chanel e cobertos pela “neve do tempo”.
Ops, essa é ela daqui há alguns anos! É um tipo de... Profecia!

Lady Lita é uma moça que desde cedo vivia no mundo da lua... Tão no mundo da lua, que por descuido foi mamãe 5 vezes!  Kkkk!  Mas isso foi uma das coisas boas que “o universo” lhe concedeu.

Mas isso não é o assunto de hoje, o que me traz aqui é justamente para explicar como ela se tornará a senhorinha simpática da foto.

Lady Lita, hoje na casa dos 5 (enta) rsrs, está ainda agoniada com o dia-a-dia, mas mal sabe ela  que a vida lhe reserva boas surpresas!

Ela terá vários netinhos lindos! Ela fará muitas viagens (reais e imaginárias) por vários lugares maravilhosos e sua alma se deleitará em festa!

Levará cada vez mais a sério, o cuidado com a própria saúde física, emocional e não medirá esforços para se sentir feliz, em harmonia com o cosmos, com a vida!

Como de costume, se reunirá com suas amigas (mais velhas e as da mesma idade) para juntas trocarem muitas experiências harmoniosas e divertidas!  Vai adorar o trabalho (que hoje faz de vez em quando) com as crianças da comunidade da igreja.

Irá mais vezes ao teatro se inspirar e voltará a cantar! Não lhes falei da novidade? Pois é! Ela voltará a entoar sua linda voz soprano nos corais da igreja! No videokê também! Ela vai comprar um videokê para se divertir em casa e com as amigas.

Mas o principal, ela vai se tornar cada vez mais ela mesma!

Vejam... A velhinha da direita... Não é uma doçura? 

Mas também é uma menina sapeca!

 
*** @diretamente da Doolãndia


terça-feira, 15 de maio de 2012

CORAGEM


A mulher pegou sua bagagem, abriu a porta e disse adeus.
O homem que estava sentado em sua poltrona confortável levantou-se e disse:
-Mulher, você endoidou! Aonde pensa que vai?
- Eu vou correndo buscar a glória!
-Ficou louca mesmo! Que Glória! Não me diga que você mudou de time!
-Não Abílio! Só pensei alto, lembrei de uma música dos Mutantes... Eu vou correndo buscar a glória... Minha glória. –Ah deixa pra lá.
-Edite, eu exijo uma explicação!
-Hahahahahahaha. Uma explicação? – Abílio, olha pra você, sempre igual, sempre na mesma, sempre me tratando mal, me ignorando e se achando o tal. Pois saiba que eu cansei! Já faz tempo que cansei de você e suas manias e covardia. Olha, é muito simples: criei coragem, e quando a gente cria coragem à gente fica valente. – Nossa! Quanto tempo eu perdi com você! E eu que pensava que nós tínhamos muitas coisas parecidas. Na minha ingenuidade pensei que fôssemos iguais. - Graças a Deus eu descobri que não tenho nada a ver com você, pena que demorou muito tempo, mas ainda bem que não é tarde. Eu pensava que você me amava. Fui uma tola. Você não ama nada e ninguém. Você nem sabe o significado dessa palavra. Ainda bem que não tivemos filhos. Agora me sinto aliviada, nada me prende a você.
-Então é assim Edite, você pega suas coisas e vai embora! E como eu fico?
-Ora, fique aí repetindo sua velha forma de ser e viver, quem sabe alguém se interessa por você, mas acho que vai ser difícil, porque as mulheres não querem companhia desagradável, penso que eu fui a última e única tola que se ligou em alguém tão desconexo. E por favor, seja feliz.

Depois de sair de casa e aliviada, Edite parou em uma lanchonete para tomar uma boa xícara de café e reanimar. Afinal de contas a moça havia criado coragem.  E isso era tudo o que ela precisava.





lita duarte

sexta-feira, 4 de maio de 2012

LOBO - GUARÁ

O LOBO...

A Natureza é um presente que me faz viver melhor.

lita duarte

terça-feira, 3 de abril de 2012

ANGELIM ROXO

Diante da velha casa o pé de Angelim roxo continua firme e forte. O senhor Décio me disse que ele plantou aquela árvore quando ainda era muito jovem. Eu fico imaginando quantas pessoas já contemplaram aquela bela árvore. Ah, se ela pudesse falar iria revelar muitas histórias. Minha amiga Bete, filha do senhor Décio, tem verdadeira paixão pelo Angelim roxo, há muito tempo nos conhecemos e muitas vezes estivemos conversando embaixo daquela velha árvore. O Angelim roxo é muito antigo, já viu muitos acontecimentos, já selou muitas amizades e já fez parte de muitas histórias.

lita duarte

quinta-feira, 15 de março de 2012

O ENCONTRO

Ela estava sentada em uma cadeira de balanço, assim que me viu começou a cantar aquela música antiga e chorosa. Imediatamente fui ao passado em meu pensamento.

Ela era Mariana, mulher que trabalhou na casa de minha avó quando eu era criança.

Lembro de muitas vezes ouvir de seus lábios palavras doces e reconfortantes.

Agora ela estava muito velha, mas mantinha um olhar sereno, apesar da doença a lhe deixar entrevada e com uma fragilidade comovente.

Aproximei de Mariana e lhe disse de minha alegria em revê-la, então ela abriu um sorriso largo e estendeu os seus braços para que eu a abraçasse. Ficamos conversando por um longo tempo, ela disse que gostaria de encontrar o seu filho que havia desaparecido há muitos anos. Perguntou se eu saberia como fazer isso, eu disse que tentaria ajudar, mas não prometi nada. A única coisa que ela sabia é que ele havia partido para Mato Grosso, isso há mais de vinte anos.

Ela começou a me contar sobre a vida de seu filho, talvez na tentativa de que eu me interessasse pela história.

Ela disse: Celina, você era muito pequena e não deve se lembrar do meu filho. Ele foi criado por minha irmã, algumas vezes ele me visitou na casa de sua avó, chegava a ficar uns quinze dias, mas nunca pôde morar comigo, eu achava melhor ele ficar com minha irmã, porque ela tinha uma família, um marido, eu queria que ele fosse criado com uma família. Infelizmente, penso que errei, porque ele se afastou de mim. Eu podia ter ficado com ele, sua avó me dizia que não havia problema, mas eu só queria cuidar de mim, trabalhar ganhar o meu dinheiro e enviar parte para que ele fosse bem cuidado. Depois quando fui trabalhar em outro lugar, logo me envolvi com uma pessoa, então achei que não era hora de meu filho ficar comigo. Na verdade eu sempre pensei muito nele, mas por ter sido mãe solteira, acho que de alguma maneira eu o rejeitava. Agora estou velha e sem ninguém, tenho um filho, mas onde ele estará? Aqui onde estou é muito bom, sou bem tratada, mas sem família é tão ruim, me sinto só, penso demais em meu filho.

Ouvi o relato de Mariana, confesso que fiquei triste, não imaginava que ela fosse tão infeliz. Antes de ir embora prometi que faria o possível e o impossível para encontrar seu filho, mas nem sabia por onde começar.

Chegando em casa comecei uma investigação com os dados que Mariana havia me passado a respeito de seu filho. Durante dois meses fiz de tudo para encontrá-lo. Comecei a procurar pessoas que pudessem me informar sobre o paradeiro dele.

Certo dia, fui até a cidade onde Mariana morou quando era moça, conversei com uma sobrinha dela que me informou que o filho de Mariana era filho de um fazendeiro que passou uns meses ali naquela cidade. Ele engravidou Mariana e depois sumiu. Ela também disse que algumas vezes o filho de Mariana dizia que iria encontrar seu pai, pois ele sabia que seu pai morava na região Centro Oeste, dizia que sua tia havia dito que seu pai era fazendeiro. Disse que certo dia, ele pegou uma mala encheu de roupas e disse que ia embora, procurar um futuro melhor. E já fazia quase vinte anos que ele partiu e nunca mais apareceu. No primeiro ano de sua partida ele enviou três cartas ao longo do ano, depois disso não souberam mais nada sobre ele.

Peguei o endereço que havia nas cartas e iria tentar algo nesse sentido.

Ao retornar para minha cidade procurei entrar em contato com pessoas de Mato Grosso. Eu dizia o endereço que a sobrinha de Mariana me passou para algumas pessoas para que elas me dissessem alguma coisa do tipo: o que havia no local do endereço. Recebi algumas respostas, mas nada que me levasse na direção do filho de Mariana. Confesso que estava desanimada, afinal é muito difícil encontrar alguém que partiu para outra cidade há muito tempo.

Nesse espaço de tempo sobre essa procura aconteceu de Mariana ficar muito mal, me avisaram que ela queria me ver, ela vivia perguntando por mim, queria saber quando eu iria visitá-la. Disseram que Mariana tinha pouco tempo de vida. Pensei: e agora! Ela vai querer saber de seu filho. Então fiz algo que talvez não fosse o correto, mas faria Mariana feliz.

Sabendo que um dos últimos ou talvez o último desejo de Mariana fosse encontrar seu filho; tratei de arrumar uma pessoa com as características de seu filho, treinei com ele o que ele iria falar e como se portar diante dela e no dia em que fui visitá-la ele foi comigo.

Chegando ao local, entramos no quarto e vimos uma mulher muito fraca sobre a cama, ela quase não abria os olhos e falava com muita canseira. Cheguei bem perto dela e peguei em suas mãos e disse: Mariana, sou eu a neta de Elisa, lembra? Ela respondeu balançando a cabeça que sim. Então continuei dizendo algumas coisas e falei assim: Mariana, eu trouxe uma pessoa comigo, uma pessoa que você queria rever. Você sabe quem é? E Mariana falou bem baixinho com uma voz tremula que era seu filho. Então, o rapaz aproximou da cama e pegou as mãos de Mariana e assim ficaram por alguns minutos até que de repente ela diz assim: Meu filho me perdoa por eu ter abandonado você. O rapaz se aproxima do rosto dela e lhe dá um beijo na testa e responde: Minha mãe está tudo bem, não se preocupe com mais nada. Fique em paz.

lita duarte

terça-feira, 6 de março de 2012

"AROMA SUAVE"

Caminhando pelo jardim naquela manhã de domingo, sentia o perfume das flores que invadia meu pensamento. Num instante pude ouvir as vozes das crianças lá do passado. Era como se elas estivessem ali ao meu lado, era como se as brincadeiras pudessem ter continuidade naquele momento presente. Eu podia ouvir os risos e a cantoria das meninas, elas adoravam cantar a música do alecrim. Enquanto isso, os meninos corriam de um lado para o outro atrás de uma bola.

lita duarte

ALECRIM

Alecrim, Alecrim dourado

Que nasceu no campo

Sem ser semeado

Alecrim, Alecrim dourado

Que nasceu no campo

Sem ser semeado

Foi meu amor

Que me disse assim

Que a flor do campo é o alecrim

Foi meu amor que me disse assim

Que a flor do campo é o alecrim

Alecrim, Alecrim dourado

Que nasceu no campo

Sem ser semeado

Alecrim, Alecrim dourado

Que nasceu no campo

Sem ser semeado

Alecrim: autor desconhecido.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ESTORINHA BREVE DE UM CACHORRO

Eu havia ido ali naquele local para tirar umas fotos. De repente, quando olhei para trás, vi um cachorro. Parecia um cachorro sem dono. Como sempre faço, dou uma olhadinha para o bichinho e estalo os meus dedos, geralmente o bichinho sacode a cauda e vai embora. Dessa vez foi diferente, o cachorro olhou pra mim e veio em minha direção como se quisesse dizer: Você precisa de um cachorro. Eu estou disponível, me leva com você.

Eu olhei pra ele e disse: Bichinho bonito e carente, nem me venha com esse olhar! Já conheço essa carinha, não preciso de um cachorro, apesar de você ser muito bonitinho, mas não dá, e além do mais eu estou há muitos quilômetros de distância de minha casa. Melhor você procurar outra pessoa para te adotar.

Passados alguns instantes, outra pessoa passou por ali e assobiou para o cachorro, então ele me deu uma olhada como se quisesse dizer: Está bem, estou saindo fora. Sabe como é, preciso me garantir, vai que alguém se interessa por mim.

lita duarte

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

VALEU A PENA

Gente! Pelo amor de Deus, por que é que as pessoas bebem tanto, se drogam tanto, fazem tantas coisas estranhas? Será que estão fugindo de si mesmas? - E na hora que alguma coisa dá errado, sim, porque no meio de tanta confusão sempre pode ocorrer algo ruim, tipo beber tanto e entrar em coma alcoólico. E aí? - Aí eu vou contar.

O Dino era um cara maneiro, boa gente na dele, mas foi só começar a conviver com uns caras que tinham hábitos diferentes do dele, que o Dino se transformou. Tem gente que diz que não se influencia com amizades, mas na maioria das vezes é exatamente o que acontece, a pessoa muda. O Dino mudou. Ele não bebia, começou a beber, e o seu comportamento ficou péssimo.

O Dino era filho de Joana, uma senhora viúva que morava com seus pais. Ela teve uma vida muito boa ao lado de seu marido Anselmo, mas quando ele adoeceu, o casal precisou desfazer de alguns bens para ele poder fazer o tratamento médico. Infelizmente ele faleceu quando Dino tinha doze anos de idade. Foi uma época difícil para Dino e sua mãe que tiveram que ir morar com os pais dela.

O tempo passou e Dino cresceu, apesar das dificuldades ele se tornou um bom rapaz, ia bem nos estudos, tinha planos de fazer uma boa faculdade e tocar sua vida numa boa. O único problema de Dino é que ele era muito calado, sua mãe achava que estava tudo bem, mas Dino sentia falta de se enturmar com outras pessoas. Certa vez, ele conheceu o Hélio. A partir desse dia a vida de Dino começou a mudar. O Hélio apresentou Dino para uns amigos. Nos finais de semana, Dino já não parava mais em casa, saia na sexta-feira ao anoitecer e só voltava no domingo de tarde. No princípio sua mãe gostou do envolvimento de Dino com aquelas pessoas, mas depois de um tempo ela passou a ter muitas preocupações, principalmente quando o Dino chegava bêbado e agressivo. Por duas vezes seguidas ela teve que ser muito enérgica com o Dino, chegando mesmo a deixá-lo do lado de fora da casa, porque o mesmo não se encontrava em condições de ficar no mesmo ambiente com ela.

Joana na condição de mãe tentou buscar ajuda para seu filho, mas esse era resistente, nessa altura ele já estava fazendo uso de drogas, já não queria estudar e dava muito trabalho para sua mãe. Nessa época surgiu uma mulher na vida de Dino, mas não aguentou ficar com ele, embora gostasse demais dele achou melhor não se envolver.

Depois de alguns meses de tratamento para tentar não usar mais drogas, Dino recebeu um convite para ir a uma festa, naquele dia sua mãe fez de tudo para ele não sair, mas não adiantou, alguma coisa falava mais alto dentro da cabeça de Dino, ele disse para sua mãe que iria só dar uma passada lá na festa e voltaria logo, mas não foi isso o que aconteceu. Lá na festa, Dino participou de uma brincadeira na qual o cara que bebesse mais ficaria com uma garota. Dino bebeu, bebeu e bebeu. Seu organismo não aguentou e ele teve um coma alcoólico, foi parar no hospital e quase morreu. Sua mãe quando chegou ao hospital para visitá-lo, chorou muito, mas jurou que logo que seu filho ficasse bom, ela o mandaria para uma clinica e ele só sairia de lá se estivesse livre dos vícios das drogas e do álcool. Foi uma época difícil, mas valeu a pena. Hoje o Dino está curado e se formou em psicologia, casou e cuida de sua mãe.

lita duarte

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

SAMUEL

Em 1970, nascia o menino Samuel, ele era filho de uma família de quatro irmãos, ele era o caçula.
O seu nascimento encheu a casa de alegria. Nos primeiros anos de vida o pequeno Samuel já mostrava que não seria fácil de ser compreendido. Ele era muito esperto, ativo e inteligente, mas muito nervoso. Na adolescência deu muito trabalho para os pais, embora fosse um garoto amoroso e muito comunicativo, vivia se metendo em confusões. Usou drogas, bebia demais, tinha várias namoradas ao mesmo tempo, e criava a maior confusão por causa de qualquer bobagem. Mas era muito bem humorado e disposto para ajudar os outros. Adorava festas. Estudava pouco, o suficiente para uma formação média.


Na idade adulta, Samuel continuava no mesmo ritmo, muita mulher, muita bebida e muita festa, drogas ele não usava mais. Nos finais de semana ele gostava de encher seu carro de garotas e amigos para sair nas baladas. Samuel sofreu vários acidentes de carro, mas sobreviveu a todos. O santo dele era forte, várias vezes disseram isso pra ele.


É, chega certa hora em que todo mundo quer dar uma acalmada na vida, então Samuel arrumou uma namorada que gostava muito dele e o tratava com o maior carinho, engraçado que ela não era nenhuma "deusa" como aquelas que o Samuel vivia pegando. Ele encontrou em sua namorada uma mulher ideal, ela o compreendia como ninguém. Certo dia, Samuel disse para moça da sua vida que queria casar com ela. E casaram. Tiveram um filho e a vida ia muito bem.


Em uma noite após voltar do trabalho, Samuel que estava com trinta e quatro anos de idade, sentiu uma tremenda dor no peito, correram com ele para o hospital, mas infelizmente não houve tempo para nada. Samuel morreu, partiu muito cedo desse planeta e nem pode ver seu filho crescer. A vida de Samuel como homem casado durou apenas dois anos, quando ele morreu seu filho estava com cinco meses de idade.
Todos diziam assim: Agora que ele estava com a vida calma acontece isso!
Não é justo!
Justo ou não; eu não sei, mas sei que a vida é para ser vivida da melhor maneira possível.
Talvez ele tenha vivido intensamente e tenha sido feliz, talvez se ele tivesse se poupado mais, quem sabe ainda estaria por aqui. Eu não sei...

Esta é uma história real, apenas foi mudado o nome da personagem central

lita duarte

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ORA BOLAS!


É engraçado como muita gente tem medo de falar em doença e morte. Acho muito normal, afinal, doença e morte fazem parte da vida, e ninguém morre de saúde ou sai vivo dessa passagem aqui na Terra.
Outro dia, repassei um email bem humorado que falava em doença, algumas pessoas não entenderam e me perguntaram se eu estava doente. Achei engraçado e respondi que não, não estou doente. Aquilo era uma brincadeira.:)
lita duarte

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SAMIRA E EU



-Samira, o tempo passou e você se transformou. -Dizem que ficamos melhor com o passar do tempo, acho que algumas pessoas só pioram. Lembrei do Zuza, -nossa como ele era crédulo, pena que morreu cedo, ou terá sido sorte para não ver o que aconteceu com suas expectativas quanto ao partido político do qual ele era filiado e grande admirador.

Na década de 1970, o Zuza fazia discursos entre os amigos dizendo que todos tinham que se filiar ao partido político que prometia esperança para um Brasil melhor.- É, aquele partido que surgiu cheio novas falas e promessas. Artistas de todas as áreas se filiaram a esse partido, alguns artistas assim como o Zuza não chegaram a ver o resultado do grande partido que salvaria nossa pátria. Enfim, Samira minha companheira e velha de guerra, o que tivemos foi sim uma grande desilusão, visto que muitos dos componentes do partido tal; se transformaram em roubadores da esperança, ao assumirem cargos políticos, -porque esse partido vingou e com ele também surgiram os interesses em botar a mão no dinheiro que não lhes pertence. Dizem que os que estão aí pertencem ao lado podre do partido, mas que o lado bom nunca assumiu nada.

-Samira, eu é que não boto minha mão no fogo por ninguém. Basta alguém ter o poder nas mãos que vai fazer pior; é sempre assim, não é minha velha.

-Samira, hoje é seu aniversário, eu plantei você em 1969. Cê tá ficando velha, hein!

lita duarte

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

FLORA

Não tenho medo de pulgas, rugas e nem verrugas! Sou um ser em completa harmonia com o universo! - Assim dizia dona Flora.

Dona Flora era uma idosa que fugiu da casa de repouso, isso aos oitenta e cinco anos de idade, e com o auxílio de um enfermeiro para quem ela prometeu uma ajuda considerável em dinheiro.

Em 1998, dona Flora foi colocada em uma casa de repouso contra sua vontade, mas pelo abuso de autoridade de seus três filhos que queriam botar a mão no dinheiro dela. O que eles não sabiam é que ela era uma pessoa muito esperta, pois, quando percebeu que seu filhos queriam dar um fim nela; ela pegou boa parte de seu dinheiro e transferiu de uma conta para outra. Também comprou um imóvel em um lugar distante e, guardou debaixo do assoalho de um dos quartos uma boa quantia em jóias.

Dona Flora ficou internada na casa de repouso por oito meses, certo dia ela começou uma amizade com um dos enfermeiros que cuidava dela, então começou a armar um plano para fugir daquele local que a deixava muito triste. Seus filhos nunca foram visitá-la, ela costumava conversar com o enfermeiro e dizia: O ser humano é uma caixinha de surpresas. Eu tive três filhos, cuidei bem de todos eles, trabalhei muito com meu marido para conquistarmos o que conseguimos obter através de trabalho honesto, mas infelizmente meus filhos viraram uns monstros! Na verdade o meu filho do meio influenciou os outros dois, acho que ele tem um desvio de caráter e por isso conseguiu manipular os dois que eram mais fracos. Enfim, me colocaram aqui nesse lugar, mas aqui é que eu não fico.

Certo dia, o enfermeiro conseguiu tirar dona Flora de dentro da casa de repouso, ele alugou um carro e dona Flora partiu enrolada em meio aos lençóis velhos que seriam levados para um local onde seriam descartados. Quando estavam em um lugar seguro, o enfermeiro tirou os lençóis que envolviam dona flora, ela pediu que ele a levasse para um endereço escrito em um pedaço de papelão. Chegando no local dona Flora desceu e pediu para que ele ficasse esperando, ela entrou em um prédio, passado alguns minutos ela retornou com um envelope e entregou para o enfermeiro. Dentro do envelope havia uma boa soma em dinheiro. Eles se despediram ali, cada um foi para o seu destino. O enfermeiro voltou para a casa de repouso e dona Flora sumiu no mundo! Ninguém nunca mais ouviu falar sobre o seu paradeiro.

lita duarte



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O GUARDA-CHUVA

Não sei porque certos objetos me dão um certo apego. Normalmente não me apego muito em coisas e pessoas, mas às vezes acontece de algum objeto me fazer ficar apegada nele. Com pessoas isso acontece também, mas é muito raro.
Bem, vou falar do meu apego pelo guarda-chuva. Ele já está velhinho, já foi muito usado e não tem nada de especial na sua forma; é um simples guarda-chuva. Dizem para eu jogá-lo fora, pois já não serve para aquilo que foi feito: já não guarda da chuva...

Eu gosto muito de chuva, mas tudo tem limites. - O meu guarda-chuva já me deu várias alegrias. É, várias vezes sai com ele e ele me protegeu... mentira, na maioria das vezes em que sai com ele acabei tomando chuva, pois chovia muito e o pequeno guarda-chuva não tinha capacidade para proteger de tanta água, na verdade ele só tinha capacidade de proteger de chuvinhas leves. Então porque esse apego com o tal objeto! - Não sei, gosto dele, acho que ele é bonitinho. Um dia me desfaço dele, chegará esse dia.:)

lita duarte

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

REAÇÕES

O desejo é solitário e tenta encontrar um caminho, um escape. Mas nem sempre esse caminho encontra satisfação.
O imaginário quando encontra uma saída, leva o ser por inteiro para uma outra dimensão.
Somos seres limitados em nossas “limitações”.
Criamos barreiras e dizemos que algumas manifestações mentais são coisas sobrenaturais.
Não existe nada de místico ou mágico em viajar através da imaginação. É perfeitamente natural.
Somos espírito, corpo e mente, portanto uma coisa só.
A mente é o grande “comandante”.O corpo sente e reage aos impulsos e estímulos da mente.

lita duarte

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

TRANSFORMAÇÃO

"ANO NOVO... VIDA VELHA." ONDE ESTA A MÁGICA DA TRANSFORMAÇÃO? NAS PALAVRAS? DE JEITO NENHUM! SÓ AS AÇÕES TRANSFORMAM DE FATO NOSSA REALIDADE. FALAREI MENOS E AGIREI MAIS.:) HASTA LA VISTA!

lita duarte