ESTÓRIAS...

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"O VENENO E A FÉ"

A fé independe de religião, sem ela não há esperança. Ter certeza de que algo está onde você não pode ver - mas pode sentir - faz toda diferença.

Havia numa cidade agitada, uma mulher que sofria muito com muitas dores em todo o corpo, ela sempre procuva ajuda médica, mas as respostas que ela ouvia não lhe trazia conforto. Ela ouvia coisas do tipo: A senhora não parece doente, sua aparência é muito boa, mas vamos fazer alguns exames para constatar se há algum problema com a senhora.

Ela se sentia mal, porque pensava assim: Esses médicos são terríveis, eles olham pra gente e querem ver um ser aos pedaços. Para mim, a medicina está muito atrasada. Se eu digo que sinto dores; é porque sinto dores! Quero uma resposta para o que eu sinto! Será que esses médicos pensam que eu estou fantasiando, - será que eles pensam que sou mais uma daquelas pessoas que têm mania por doenças? Eu não sou assim!

Os dias iam passando e a situação da mulher piorava. Ela era uma pessoa otimista e tinha muita fé na vida,- era uma pessoa que acreditava muito em Deus. Tinha certeza de que sua sorte iria mudar. Depois de passar por vários tratamentos com medicamentos para tirar suas dores, a mulher cansada em ter poucos resultados positivos, resolveu procurar um especialista,- daqueles renomados. No dia da consulta médica com o médico de grande renome, lá estava ela na hora marcada. O médico a examinou, fez um milhão de perguntas e depois disse assim: Provavelmente seus problemas são de ordem genética, essas deformações que você tem nos joelhos é um tipo de “reumatismo”. Você vai tomar esse remédio que eu vou receitar. É um medicamento que te fará bem. Liga para este número que está aqui neste cartão, você vai adquirir o remédio por um preço melhor,- você terá um bom desconto - já que esse remédio ainda custa muito caro. – Depois que você fizer uso do remédio por uns três meses, você retorna qui.

A mulher saiu do consultório médico, toda feliz. Ela ia pensando pelo caminho: Nossa! Finalmente alguém me disse o que eu tenho, que médico atencioso, e ainda me receitou um remédio que me fará bem. - Hoje mesmo vou comprar esse medicamento e vou tomar com todo o rigor.

E assim foi feito. A mulher começou a ingerir o medicamento, “o remédio milagroso e caro”,- que iria trazer-lhe à cura. – Três dias após ter ingerido o tal remédio, a mulher começou a ter uma sensação ruim. Ela sentia partes de seu corpo anestesiado, sentia taquicardia, dores de cabeça, um barulho enorme no ouvido e irritabilidade. – Coforme os dias corriam, ela continuava tomando o remédio e esse fazia de sua vida um inferno. Começou a ter alucinações, e já não conseguia dormir. Ela pensou: O que está acontecendo! Ligou para o médico, mas ele estava de férias. Então após uma semana ingerindo o rémedio, ela toma a decisão de parar com ele,- pois aquilo lhe fazia mal. – Ela parou de tomar o remédio, mas o efeito do mesmo continuou por vários dias em seu corpo. A mulher pensava que iria morrer, porque o desespero era tanto, que ela só queria sentir alívio. – Nessas horas de terror, a mulher clamava a Deus para que ele lhe desse alívio. Durante vinte dias a mulher não dormiu, o que fazia ela ficar em “paz” era a fé que ela tinha no seu Deus, porque ela clamava pela cura. Ela sabia que Deus não a abandonaria naquelas horas de terror.

Os dias passaram, a mulher ficou bem, graças a Deus.- Ela tem procurado outros tratamentos para seus problemas, mas ela pensa que aquele médico foi negligente quando não lhe disse dos efeitos colaterais daquele remédio,- ele foi tão atencioso, mas nem tanto. Ela chegou a uma triste conclusão em que diz assim: Os lucros com os medicamentos são grandiosos e alguns médicos estão focados neles. O ser humano para alguns, ou muitos médicos é apenas uma fonte de renda lucrativa e nada mais.

lita duarte

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

INFÂNCIA

... todo passeio era encantado naquela época em que o tempo não importava, porque tínhamos todo o tempo do mundo.

lita duarte

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

OS RUÍDOS


Da janela e de manhã, ele ouvia o som dos passarinhos, ficava encantado e pensava: Como pode esses pequenos seres produzirem um som tão bom e audível. E assim ele percorria os dias, tentando compreender os sons, os ruídos que faziam parte da vida,- da sua vida.

Ari era uma figura tranquila, mas que dizia assim: Os ruídos estão por todos os lados, eles me acompanham por onde vou. - Eu queria ser cantor, mas minha voz não deu pra isso. Eu toco tambor, o tambor me acompanha onde vou. Ouço sons, muitos sons. Gosto de vozes, o barulho das vozes nos lugares, nos lares, nos bares, nos trens,- gosto de vozes de gente,- gente tem cara da vida. Vida sem gente não é vida. Gosto de ser só, de ouvir e ouvir,- vejo pouco, prefiro ouvir. Ouço tudo que se passa por aí,- já me chamaram de tantas coisas, mas eu nem ligo. Eu tinha uma namorada, - Rosa, ah que nome lindo de mulher. Porque ela foi embora,- me achou muito estranho. Ela dizia que eu só queria saber dos sons, dos ruídos. - Rosa era uma moça bonita, às vezes nós íamos no alto de um morro só para eu ouvir ela cantar pra mim, lá no alto o som ficava vibrante, mas um dia a Rosa cansou de mim e foi embora. E eu que pensava que ela me compreendia.- Ah, fui muito tolo. Eu pensava que ela gostasse do meu jeito e do meu gosto pelos sons,- mas que nada, ela só me enganou, ou será que fui eu que me enganei! Também quem mandou eu ser assim - tão ligado nos sons. Acho que um dia eu vou mudar, mas eu preciso parar de ouvir os ruídos que estão dentro de mim.

lita duarte