ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

DONA ZICA

Zica era uma senhora muito querida na cidade em que morava. Era uma pessoa que fazia o bem para todos que a procuravam. Tinha fé em Deus e cultivava um jardim de plantas que usava como remédio.

Certa vez, apareceu no seu portão um homem dizendo que precisava muito de sua ajuda. Ele queria que ela fosse em uma casa, queria que ela levasse conforto espiritual para sua amiga Toninha. Zica disse que não podia ir naquele momento, mas que no dia seguinte estaria lá. Ela precisava de alguém que a acompanhasse pelos lugares por onde andava, - tinha uma certa dificuldade para andar por causa de um problema em uma de suas pernas. - Sempre que saía, Zica levava sua neta Francisca, - a menina de doze anos era sua companheira.

Como havia prometido, no dia seguinte Zica estava na casa de Toninha. O homem que havia procurado por Zica estava lá, ele encaminhou Zica até o quarto onde Toninha gemia de dores. Zica olhou para Toninha, perguntou o que ela estava sentindo, como era a dor e em que região do corpo. Toninha mal conseguia falar, mas dizia que era uma dor no ventre, parecia que havia algo por dentro dela que a devorava. Zica chamou sua neta que havia ficado na sala,- ela queria a sacola com as ervas para poder fazer um chá para a doente. Quando Francisca entrou no quarto, Toninha soltou um grito de horror que assustou a todos. Ela disse: Deixa essa menina ficar aqui comigo. Estou morrendo, estou com medo, não quero ir sozinha, deixa essa menina aqui, dona Zica.

Francisca entregou a sacola de plantas para a avó e saiu dali.

Zica olhou para Toninha e começou a fazer suas orações, e dizia: Não fica com medo. Sua vida foi recheada de prazeres e coisas que você escolheu. Quando houve tempo para você mudar; você não mudou, mas não tenha medo, peça perdão para Deus, ele pode perdoar você e te levar em paz. Não tenha medo, filha.

E foi assim que a partir daquele dia, Zica começou a cuidar de Toninha.

O tempo passou, em uma certa noite, Toninha teve um ataque de desespero, Zica foi chamada, fez o que pode para confortar Toninha, mas não teve jeito, naquela noite ela partiu aos gritos para outra dimensão.

Toninha era uma prostituta rica, ela viveu muitos anos em uma cidade no interior de São Paulo. Era muito conhecida, mas teve uma doença muito grave e nos últimos meses de vida sentia muito medo de morrer. Dona Zica sempre era chamada para tentar acalmar Toninha.

Dona Zica viveu noventa e cinco anos, faz sete anos que partiu. Dizia que era muito feliz. Gostava de dizer assim: Nunca paguem mal com mal, só Deus é que sabe de todas as coisas.

Att. Todos os nomes foram trocados para que ninguém seja incomodado.

lita duarte

quinta-feira, 28 de julho de 2011

TRICOTANDO

-Rô, amiga, tenho que te contar uma coisa. Fui ao médico para levar o resultado de uns exames,- falei pra ele de alguns sintomas que tenho tido, -ele disse que é normal, então olhei pra ele e disse: - Normal! O senhor acha normal sentir o que estou sentindo! Isso porque não é contigo! Rô, eu acho muito cômodo para um médico olhar pra gente e dizer que é normal o que a gente sente. E pior que isso, é o monte de remedios que eles receitam,- e geralmente com uma indicação de farmácia. Amiga, fico indignada de ver que hoje em dia tudo significa negócios.

-Luli, que bom que voltou! Amiga, procure não ficar tão preocupada, relaxa, procure tratamentos alternativos. Infelizmente é assim mesmo nesta sociedade em que vivemos; -tudo gira em torno de negócios. A gente até leva um susto quando encontra com pessoas que agem diferente.

-Rô, e sabe o que mais, depois de dizer ao médico que eu não quero me entupir de remédios, ele me chamou de maluca, disse que eu preciso de um bom terapeuta. Sai de lá nos cascos. Felizmente tenho um bom convênio médico e posso procurar outros médicos para me tratar, mas imagina quem precisa usar o serviço público de saúde, penso que deve ser terrível!

-Luli, você precisa tomar cuidado para não se desgastar demais, pensa bem,- menopausa é só mais uma fase da vida. Vai passar! Sabe que outro dia conversando com o meu dentista ele disse assim:- Eu estou com quarenta anos e divorciado,- tenho namorado bastante nesses últimos anos, mas já estou um pouco cansado e queria uma companheira. Uma mulher que fosse uma boa companhia em tudo. Cansei de namorar garotas novas,- mas as mais velhas me assustam um pouco. Não me importo com rugas, flacidez, cabelos brancos, mas o que me deixa muito chateado é que muitas mulheres ficam chatas demais depois de uma certa idade. Garotas novas sempre são alegres e dispostas, mas falta algo nelas. Mulheres mais velhas estão cheias de experiência, mas poucas são sábias.

-Rô, pra mim, esse cara é um chato, -ele que é um chato. Vai ver que é exigente demais, por isso está sozinho. Todo mundo quer ter alguém, mas não é fácil conviver o dia-a-dia, ali juntinho. É preciso abrir mão de muita coisa, nem todos estão dispostos. Para mim esse cara tá sentindo na pele a falta que é ter alguém por perto, mas alguém de verdade e não só para diversão. Vai ver que jogou essa conversa em cima de você para te ganhar.

-Luli, tá louca, amiga! Eu estou muito bem como estou. Não quero encrenca para o meu lado. Se um dia eu encontrar alguém que valha a pena, posso até pensar em casar de novo, mas por hora só quero paz.

Continua...

lita duarte

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MULHERES MADURAS:):)



Rô e Luli são duas amigas, elas se conhecem de longa data, ambas estão naquela fase de mudança, aquela fase em que as mulheres mudam muito por causa da idade. É a dita cuja da MENOPAUSA. Ai, essa fase não é nada fácil para algumas mulheres. Algumas sofrem muito, outras nem tanto, poucas podem dizer que nessa fase elas passaram numa boa. Bem, vocês vão acompanhar alguns momentos de muita intensidade das duas amigas (fictícias ) inseparáveis.

Rô tem um comportamento mais tranquilo, é calma. Luli tem um temperamento forte e explosivo. Como sempre estão se falando via internet; todos os dias acontece alguma coisa nova. Outro dia elas estavam conversando assim:

-Rô, você precisa me ajudar, tô pirando amiga, briguei de novo com o meu marido, com minha sogra e com meu cunhado. Ai, não sei o que é que me dá. Também o meu marido precisava me aborrecer com aquele papo de que eu não sei cozinhar. Ele sabe disso faz um tempão! Sabe de uma coisa, tudo me irrita, e agora dei para ficar com medo de tudo. Pode!

-Luli, você precisa se acalmar. Desse jeito, menina, seu marido vai enlouquecer. Essa já é a terceira vez que você briga com ele, e olha que ainda é sexta-feira. Amiga, você está tomando o remédio que a médica te receitou?

-Rô, não te contei, os remédios me fizeram mal. Agora estou com medo de tomar remédios também. E hoje para piorar recebi um telefonema dizendo que uma amiga da minha sogra faleceu. Entrei em pânico. Não conseguia me concentrar em nada, ficava pensado na mulher que morreu. Amiga, será que eu estou pirando?

-Luli, você precisa relaxar mulher! Vem comigo praticar algum esporte, já te chamei milhões de vezes. Sabe o que acontece, você fica muito fechada em casa, você precisa sair e arejar suas idéias. Isso tudo é mais psicológico do que físico.

-Rô, você fala assim, porque não é com você. Sua vida é diferente da minha, você disse que não sente nada de diferente em seu corpo. Deixa eu te dizer uma coisa, se você brigar comigo eu não me comunico mais com você. E não venha me dizer que eu estou muito sensível. E sabe o que mais... tchau.

-Luli para de ser criança! Não tô brigando com você. Se você quiser ir embora então tchau!

Continua

lita duarte

sábado, 16 de julho de 2011

SORAYA

Eu estava tomando meu chá preto tradicional, olhava pela janela do meu apartamento, o dia estava ensolarado e eu estava confortavelmente bem. Nada e ninguém me incomodava, então o telefone tocou, fui atender, era ela... Sim, ela! Justamente agora em que já nem pensava mais nela, mas enfim, atendi o telefone e ouvi aquela voz melódica chamando o meu nome… Por um momento, tive vontade de desligar, mas pensei bem e ouvi o que ela tinha para me dizer. Ela disse que estava na cidade e queria me ver, então pensei… pra quê? Mas respondi que estava muito ocupado e que não daria, pois estava num trabalho fatigante. Ela insistiu, disse que precisava falar comigo, faria tudo para que nos encontrássemos. Acabei concordando. Marcamos um local para o dia seguinte, engraçado, mas eu não estava entusiasmado. Até pensei em não ir, mas fui, no dia seguinte eu estava lá. Quando olhei para o local em que ela disse que estaria… realmente, lá estava ela. Fui em sua direção, nos cumprimentamos, conversamos alguns minutos, então ela me disse que queria voltar ao nosso romance, disse que sentia saudades. Engraçado, mas enquanto ela falava eu nem prestava atenção direito no que ela dizia, minha mente estava em outro lugar. Ela me perguntou se eu estava bem. Eu disse que sim e olhei bem nos olhos dela e disse: - Soraya, você continua linda, mas eu já não sinto nada por você. Não dá para voltar no tempo, nem mesmo se eu quisesse, sei que não conseguiria. A vida me ensinou muitas coisas, eu aprendi a me valorizar, também entendi que existem coisas que não podemos ter. Soraya, o passado passou e levou tudo embora, não sinto saudades... É, quando não se pode ter algo é melhor esquecer. O passado passou como um trem que vai para bem longe... Ela ficou me olhando e não disse nada. Depois de ter falado assim, dei um beijo no rosto dela e fui embora. Nem olhei para trás.

lita duarte

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O RIO SÃO JOÃO


Um cantinho do Rio de Janeiro cheio de encantos.


Pescaria com companhia.


O céu o mar... harmonia.



O charme da ponte quebrada.

Principal rio de Casimiro de Abreu, nasce em Cachoeiras de Macacu e atravessa o município de Silva Jardim e o distrito-sede de Casimiro de Abreu, indo desaguar em Barra de São João. Rio caudaloso, possui águas mornas, de tonalidade parda, característica que se modifica junto a sua foz por efeito das marés e dos ventos. O trecho de maior interesse turístico, onde a largura fica em torno de 100m, está junto a sua margem esquerda. É o Núcleo Histórico de Barra de São João, com seu antigo casario circundado de frondosas árvores. Destacam-se ainda, junto à foz do rio, a bela ponte em ruínas, construção da primeira metade deste século, o promontório com a Capela São João Batista e o pequeno cemitério com o túmulo do poeta Casimiro de Abreu. Neste trecho, o Rio São João é navegável para embarcações de pequeno calado.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MUITAS HISTÓRIAS DE UMA CIDADE


O RIO QUE SE ENCONTRA COM O MAR.



A IGREJINHA ANTIGA E LINDA.


O FILHO ILUSTRE: CASIMIRO DE ABREU.


E TEM UMA PONTE QUEBRADA... DEPOIS EU CONTO.:)

BARRA DE SÃO JOÃO - RJ

segunda-feira, 4 de julho de 2011

OBRIGADA

Rosângela, Beto Mariano e Fernanda, muito obrigada pelos e.mails. Fico feliz em saber que vocês estão bem. Infelizmente nem tudo que se passou foi motivo de alegria, mas a vida é assim e precisa continuar, apesar de algumas tristezas... perdas acontecem na vida de todos nós.

Abraços da Lita.