ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O BOSQUE


























































O BOSQUE - Clique e leia lá!
Não tenho mais tempo para ir ao bosque como fazia nos anos que se passaram, mas outro dia estive lá. Tive uma ótima sensação ao andar por lugares em que passei tantas vezes. Foi bom lembrar do que ia na cabeça e no coração, na época em que por lá caminhava. Lembrar do que passou é muito bom.
Graças a Deus posso dizer que tenho boas lembranças.







quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CHIQUITA


Chiquita era uma mulher muito forte e determinada.
Eu gostava muito de ver o jeito dela. Ela tinha muito carinho e cuidado com seus sobrinhos.

Chiquita era viúva e morava coma a mãe e duas irmãs. Ela trabalhava fazendo bolos e salgados para festas.
Quando alguém de sua família fazia aniversário, ela costumava fazer uma festa em sua casa. Era uma tremenda alegria! Além dos bolos e doces deliciosos que ela e suas irmãs preparavam, havia música com violeiros e batuqueiros da região.

Além de festeira, Chiquita também era muito exigente com seus sobrinhos, ela fazia muito esforço para que eles estudassem.
Ela costumava dizer: Eu não quero saber de sobrinho meu sendo explorado por ninguém. Todos terão que levar os estudos a sério.
E ela pegava mesmo no pé dos meninos, não dava moleza. Ela ia à escola saber como estava sendo o proceder dos meninos, se eles estavam tendo dificuldades com alguma matéria. Como era o relacionamento deles com professores e colegas de classe, enfim tudo que envolvia a vida escolar dos meninos.

Algumas pessoas achavam que Chiquita exagerava com tanto zelo com os sobrinhos, mas ela não estava nem aí, ela era bem exigente, e foi isso que fez toda diferença na vida dos sobrinhos de Chiquita.
Na época ela tinha sete sobrinhos, quatro meninas e três meninos.
Todos eles tiveram uma boa formação escolar, e por isso tiveram oportunidade para se tornarem bons profissionais, cada um na área que escolheu. Alguns se tornaram advogados, professores e médicos. Todos são muito agradecidos aquela mulher que era firme com eles, e lembram que ela sempre lhes dizia assim: Sem disciplina e esforço ninguém chega a lugar nenhum.

lita duarte

sábado, 13 de novembro de 2010

O CIRCO

Quando o circo chegou à cidade naquele ano de 1967, foi um momento fora do comum. As crianças da minha rua ficaram cheias de curiosidades. Diziam que lá no circo havia umas pessoas muito estranhas. Havia um homem enorme com mais de dois metros de altura, e um homem muito pequenino; um anão. Diziam que a apresentação deles era muito especial.
O assunto de todo dia era o circo e seus personagens. Estávamos esperando pelo sábado para irmos ao circo. Mas parecia que o sábado nunca chegava. Durante a semana tivemos uma notícia de que talvez o circo não fosse estrear no sábado, porque o número do trapézio estaria sem dois de seus artistas principais. Ambos ainda não haviam chegado à cidade, diziam que eles estavam pelo caminho, e o veículo em que viajavam havia tido problemas na estrada. Aquela notícia deixou todo mundo agitado.

Quando chegou sexta-feira, nós ouvimos no rádio que o circo iria estrear no sábado, todos os artistas já haviam chegado. E o locutor que tinha um vozeirão fazia uma chamada bem animada para os ouvintes irem ao circo.

Finalmente o sábado chegou. E que sábado iluminado. Eu, meus irmãos e mais um grupo de amigos fomos ao circo. Foi uma tremenda agitação, um momento de felicidade. Aquele circo era muito especial, tinha palhaços engraçados, trapezistas que voavam e deixavam a gente de boca aberta. Mas o melhor de tudo era ver as pessoas felizes. Os adultos pareciam voltar à infância. Durante a semana seguinte o circo continuou sendo o assunto principal.

lita duarte

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

RAÍZES





A cidade de São Paulo é fascinante. Não dá para ficar indiferente ao seu aspecto peculiar e familiar que me enche de satisfação em todas as ocasiões em que venho para estas bandas. Dizem tantas coisas ruins de São Paulo, mas para mim ela sempre será um encanto. Tenho raízes profundas nesta cidade.

lita duarte

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DITA, A VELHA


Não, eu não sei o que eu quero, acho que não quero nada. Ainda mais agora nessa hora que o tempo virou e o vento está soprando bem bravo. Será que vem chuva? É, vem sim e é daquelas furiosas querendo lavar o mundo a fundo e levar tudo embora.
Ah, lembrei de um sonho que veio no cochilo da tarde, na hora sagrada do meu descanso, também nessa minha idade, e agora que estou encardida de velha. Ah, o sonho era assim: Havia uma janela, parecia que eu podia ver o vento e ele me dizia: Acorda que a liberdade chegou. Agora você está livre daquilo que te consumia, finalmente o teu flagelo partiu e não volta nunca mais.
Acordei com o tal sonho me atormentando. Será que sonhei essa estranheza por causa do almoço. Acho que eu não devia ter comido feijoada. Já me disseram que tenho que me alimentar de coisas leves. Ficar velho é ruim, todo mundo quer meter o bedelho na vida da gente. Acho que vou tomar um banho pra espantar esse sonho.

lita duarte

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DONA FELICIDADE




Não há nada melhor nesta vida do que poder desfrutar de momentos profundamente felizes diante da Natureza.

Sempre gostei de quintais, das alegrias de quintais... Árvores, frutas, flores, bichos, terra, ruídos, aromas, etc.
Poder ficar quietinha, ouvindo e participando de instantes únicos, contemplando tudo o que é essencial.

lita duarte